Torcida do São Paulo mira Cauly após queda em 18/05/2025

São Paulo — A crise explodiu na Barra Funda: depois da eliminação para o Juventude na Copa do Brasil, torcedores invadiram o CT para protestar e transformaram Cauly, meia emprestado pelo Bahia, no principal alvo da fúria tricolor.

  • Em resumo: Cauly foi xingado nominalmente pela principal organizada do clube paulista.
  • Pressão também recaiu sobre o executivo Rui Costa e o elenco inteiro.

Acordo de empréstimo vira munição contra o jogador

Cauly chegou ao Morumbi no início da temporada por empréstimo até dezembro de 2026, num negócio que custou 500 mil euros ao São Paulo. O contrato prevê compra automática de metade dos direitos econômicos após 25 partidas, o que pode elevar o investimento total a 2 milhões de euros, segundo documentação da CBF que rege transferências internas.

Com apenas alguns meses no clube, o meia passou a simbolizar parte da insatisfação da torcida. A frustração é potencializada pelo risco de o Tricolor ter de desembolsar novos valores se o atleta atingir as metas estabelecidas.

“Você Cauly, veio pra não jogar nada seu verme?”

O xingamento ecoou nos muros do CT e ganhou as redes sociais. A frase resume o sentimento de que o jogador ainda não devolveu em campo o investimento feito, agravando o clima após a queda precoce na competição mata-mata.

Pressão sobre diretoria e elenco se intensifica

Melhores apps para assistir futebol ao vivo

Além do meia, o alvo dos protestos incluiu o executivo Rui Costa, responsabilizado pela montagem do elenco, e atletas acusados de falta de comprometimento. Os gritos de “time sem vergonha” e “Rui Costa pede para sair” mostraram que a indignação ultrapassa resultados pontuais.

A saída de Roger Machado, anunciada logo após a eliminação, aumentou o vácuo de comando e fortaleceu a cobrança por mudanças estruturais no departamento de futebol.

Análise: impacto financeiro e esportivo do caso Cauly

A hostilidade direcionada ao meia coloca o São Paulo diante de um dilema. Se o jogador seguir recebendo oportunidades, o clube corre o risco de acionar a cláusula de compra obrigatória, onerando ainda mais um orçamento já pressionado. Por outro lado, deixá-lo no banco impede a valorização que poderia compensar o investimento inicial.

Para o Bahia, cada minuto de Cauly em campo interessa: além da possibilidade de embolsar 2 milhões de euros, há bônus de 600 mil euros por metas adicionais e a expectativa de lucro em futura venda. O desempenho do atleta em meio à crise paulista, portanto, afeta diretamente duas gestões diferentes.

O que você acha? A torcida passou do ponto nas cobranças ou o desempenho de Cauly justifica tanta pressão? Para acompanhar toda a repercussão da competição, acesse nossa cobertura completa.


Paulo dos Santos acompanha futebol desde criança, hábito que começou assistindo aos jogos com a família e se manteve ao longo dos anos. Com o tempo, passou a escrever sobre partidas, analisando escalações, desempenho dos times e os principais momentos de cada rodada. Na Tribuna Futebol, produz conteúdos sobre jogos nacionais e internacionais, sempre buscando explicar o que aconteceu em campo de forma simples e objetiva para o leitor.