São Paulo — De olho em reforçar sua defesa ainda nesta janela, o Tricolor analisa a contratação de Ricardo Graça, zagueiro formado no Vasco da Gama que acaba de encerrar contrato com o Jubilo Iwata, do Japão.
- Em resumo: Graça foi oferecido e já houve contato inicial entre seu estafe e o departamento de futebol são-paulino.
- Conversas permanecem preliminares, mas o defensor se encaixa no perfil de atletas sem vínculo que o clube prioriza.
Contato inicial mantém negociação em compasso de espera
Segundo o portal UOL, o nome de Ricardo Graça chegou à Barra Funda por meio de intermediários logo após o término de seu vínculo no futebol japonês. Dirigentes tricolores procuraram os representantes do atleta para entender valores de salário, tempo de contrato e eventuais luvas, mas nenhuma proposta formal foi apresentada até o momento.
A possibilidade ganhou força porque o São Paulo, em meio ao calendário apertado do Campeonato Brasileiro, busca atletas prontos para jogar e sem taxa de transferência — política que tem norteado o clube desde a temporada passada.
Nos corredores do CT da Barra Funda, a avaliação é de que Graça, com 29 anos, chegaria como alternativa imediata, especialmente após recentes problemas físicos enfrentados por zagueiros do elenco principal.
Experiência no Japão pesa a favor do defensor
No Jubilo Iwata, onde atuou de 2022 até o fim do último ano, Ricardo Graça disputou 126 partidas, marcou seis gols e distribuiu nove assistências, números expressivos para um zagueiro. Sua regularidade e liderança em campo contribuíram para que a diretoria são-paulina o enxergasse como uma oportunidade de mercado.
Além do desempenho estatístico, pesa a favor do defensor o fato de ter convivido em um ambiente de alta disciplina tática e intensidade, características valorizadas pela atual comissão técnica.
Entretanto, internamente existe cautela sobre o grau de adaptação ao ritmo do futebol brasileiro, considerado mais físico e marcado por viagens longas e gramados variados ao longo do ano.
Análise: custo-benefício da aposta
A oferta de Ricardo Graça ilustra um dilema frequente nos clubes nacionais: investir em um atleta rodado no exterior, gratuito na chegada, mas com eventual necessidade de adaptação. A diretoria tricolor vê vantagem financeira, já que não haveria custo de transferência e o salário pedido cabe na folha — ponto fundamental para um time ainda em ajuste de contas.
O lado de risco aparece na curva de readaptação ao país e na expectativa de torcedores por um nome de impacto. A contratação só tende a avançar se a comissão técnica sinalizar confiança de que o zagueiro pode competir por posição em curto prazo.
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