Argentina — Depois de uma reação memorável que eliminou o Egito na Copa do Mundo, a seleção comandada por Lionel Scaloni voltou aos treinamentos determinada a evitar distrações externas e a manter o foco total nas quartas de final contra a Suíça.
- Em resumo: Lisandro Martínez elogiou o trabalho dos árbitros e encerrou a polêmica sobre o gol anulado do Egito.
- Equipe argentina mira a Suíça nas quartas, confiante após virada histórica por 3 a 2.
Virada dramática e críticas egípcias
A classificação albiceleste veio em um dos jogos mais eletrizantes do torneio: perdendo por 2 a 0 até os 34 minutos do segundo tempo, a Argentina marcou três vezes e virou para 3 a 2, calando a torcida egípcia e garantindo presença entre os oito melhores. A reação gerou protestos da Federação Egípcia, que atribuiu a derrota a supostos erros da arbitragem, sobretudo pela anulação de um gol de Mostafa Zico que poderia ampliar o placar.
Em nota oficial, Pierluigi Collina afirmou que as decisões da equipe de arbitragem foram “independentes e técnicas”, posição também reiterada pelo órgão máximo do futebol em comunicado divulgado pela Fifa. No elenco argentino, porém, a palavra de ordem é não entrar na controvérsia.
“Não, absolutamente nada. Acho que eles estão fazendo um excelente trabalho. Isso é algo para vocês (a imprensa), que às vezes criam as polêmicas. Nós nos preocupamos em dar o nosso melhor dentro de campo e nada mais.”
Com essa resposta, Lisandro Martínez encerrou a entrevista coletiva e sinalizou ao grupo que qualquer debate sobre arbitragem ficaria do lado de fora dos treinos. A postura do zagueiro é vista como fundamental para blindar o vestiário e manter a energia concentrada na disputa do título.
Discurso de respeito antes do confronto com a Suíça
O próximo desafio será contra uma Suíça embalada, que derrotou a Colômbia na fase anterior e chega com moral às quartas de final em Kansas City. Apenas um dia separa a virada heroica em Houston do reencontro com o gramado, e o discurso argentino reflete prudência e autoconfiança na mesma medida.
“Como sempre, o que identifica este time é o respeito ao adversário. Se a Suíça chegou até esta fase, é porque tem muitos méritos. Assistimos ao jogo deles contra a Colômbia e eles sempre procuram jogar. São muito fortes fisicamente e também nas bolas paradas. Acho que será um grande espetáculo porque as duas equipes tentam jogar.”
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Ao elogiar a organização suíça, Lisandro reforça a mensagem de que não haverá acomodação. Cristian Romero, em seguida, complementou: “Independentemente de quem enfrentamos, do nome do adversário ou de onde ele vem, sempre focamos em nós mesmos e em corrigir os erros que cometemos.” Foi a senha para o elenco encerrar a coletiva e voltar ao campo de treinamento sob orientação de Scaloni.
Análise: pressão sobre a arbitragem no Mundial
As declarações de Lisandro expõem um movimento cada vez mais frequente nesta Copa: seleções que escolhem não alimentar controvérsias arbitrais, transferindo o debate para as federações e preservando o ambiente interno. A FIFA, por sua vez, mantém discurso de transparência, mas o volume de críticas sinaliza que o VAR continua no centro das discussões técnicas.
No caso argentino, o silêncio estratégico evita multas e possíveis suspensões, além de reforçar a imagem de um grupo maduro que aprendeu a lidar com jogos eliminatórios. A estratégia pode ser decisiva num torneio onde a margem de erro é mínima.
O que você acha? A postura de Lisandro ajuda ou atrapalha na busca pelo bicampeonato? Para acompanhar mais análises do Mundial, acesse nossa cobertura completa.


