SANTOS — Em meio à preparação para o duelo decisivo contra o Deportivo Cuenca, a diretoria alvinegra cravou que Gabriel Bontempo não deixará a Vila Belmiro nesta janela, salvo se surgir uma oferta considerada “fora da realidade”.
- Em resumo: Peixe fecha mercado para Bontempo e só muda de ideia por cifra astronômica.
- Meia de 25 jogos, 3 gols e 3 assistências já é visto como peça-chave de Cuca.
Por que Bontempo virou intocável para Cuca
A comissão técnica entende que o camisa 49 ainda tem margem de evolução e pode entregar rendimento acima do atual. Aos olhos do treinador, mantê-lo garante estabilidade ao meio-campo e preserva a identidade ofensiva construída nos últimos meses.
No departamento de futebol, a tese é simples: abrir mão de um talento em ascensão contraria o objetivo de voltar às grandes conquistas. Foi esse raciocínio que convenceu o alto escalão santista a sinalizar publicamente que não discutirá propostas comuns de mercado.
A visão também leva em conta o retrospecto recente do clube no mercado de transferências. A cada saída precoce de promessas, a reconstrução tática demorou mais do que o previsto, retardando campanhas em competições nacionais e continentais.
Sequência e números reforçam confiança interna
Desde que ganhou espaço entre os titulares, Bontempo participou de 25 partidas, com três gols marcados e igual número de assistências. Não é apenas a estatística que impressiona: a presença constante em campo elevou o ritmo de circulação da bola e deu novo fôlego ao time nos minutos finais.
Os indicadores de evolução convenceram a diretoria a blindar o atleta. Nos corredores da Vila, a lógica é clara: caso chegue a proposta bilionária — descrita como “fora da realidade” por dirigentes — ela será estudada; do contrário, permanece o plano de utilizá-lo como motor da equipe até o fim da temporada.
Manter a base também atende a pedidos de Cuca, que reiterou internamente o valor da continuidade para construir sinergia entre jovens e experientes. O técnico considera Bontempo elo fundamental nessa junção, sobretudo pela rápida adaptação ao esquema de três meio-campistas.
Foco vira Copa Sul-Americana
Com a novela da janela praticamente encerrada, o Santos volta sua atenção para a Copa Sul-Americana. Na próxima terça-feira (26), às 21h30, recebe o Deportivo Cuenca em jogo que define a permanência do clube no torneio.
Vencer em casa é obrigatório. Qualquer deslize significará eliminação precoce e, por consequência, pressão extra sobre a escolha de segurar o meia neste momento. Dentro do vestiário, o discurso é uníssono: travar negociações agora fortalece o grupo na busca pelo título e, indiretamente, valoriza o jogador para janelas futuras.
Análise: gestão de ativos e ambição esportiva
A decisão de rejeitar propostas convencionais por Bontempo revela mudança de postura em comparação a vendas recentes do Peixe. Ao priorizar o desempenho esportivo imediato, a diretoria sinaliza que a saúde financeira, embora relevante, não será mais atendida às custas do enfraquecimento técnico.
O movimento também coloca o clube em linha com estratégias de outras potências sul-americanas, que seguram promessas até atingir estágios mais avançados de competições continentais. A aposta é de que, sustentando protagonismo, o valor de mercado suba naturalmente — tornando futura transação ainda mais lucrativa.
O que você acha? Segurar Bontempo agora é o melhor caminho ou o Santos deveria negociar enquanto o interesse está alto? Para acompanhar mais debates sobre a Sul-Americana, acesse nossa cobertura completa.

