Hinestroza provoca nova polêmica e amplia crise no Vasco

Vasco da Gama — A goleada sofrida em São Januário desencadeou uma onda de cobranças que respingou diretamente em Marino Hinestroza, alvo preferencial das organizadas e agora epicentro de mais uma polêmica após manifestações em suas redes sociais.

  • Em resumo: Postagem e “curtida” polêmica colocam Hinestroza no olho do furacão em meio à crise cruzmaltina.
  • Torcida ensaia boicote ao próximo jogo, aumentando a pressão sobre elenco e diretoria.

Instagram de Hinestroza inflama bastidores

A derrota por 3 a 0 para o RB Bragantino deixou o ambiente vascaíno em ebulição. No dia seguinte, membros de torcidas organizadas foram ao CT para cobrar postura do elenco. Um dos mais visados foi o atacante colombiano, que utilizou o Instagram para se pronunciar. Segundo avaliação interna, o timing da mensagem só acirrou os ânimos já exaltados, enquanto o portal oficial da CBF segue apontando o clube em situação delicada no campeonato.

Além da publicação, Hinestroza ainda curtiu uma página colombiana que afirmava ter ele “feito a escolha errada” ao assinar com o Vasco. O gesto foi interpretado como falta de comprometimento com o projeto esportivo e gerou reações imediatas entre torcedores.

“Como era de se esperar, eu claramente sabia que o que aconteceu hoje no CT do clube teria muita repercussão no meu país. Infelizmente, na Colômbia, eu me defendia jogando. Já aqui 🤐. Mas quero dizer aos meus amigos que perguntam que estou bem, graças a Deus não aconteceu nada”

A fala, publicada nos stories, tentou minimizar o episódio da cobrança, mas acabou servindo de combustível para críticas de que o atleta estaria mais preocupado com repercussão externa do que com rendimento dentro de campo.

Torcida prepara protesto de “público zero”

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Decepcionada com a goleada e com a sequência negativa, parte da torcida articula um protesto silencioso na próxima partida contra o Barracas Central: a campanha de “público zero”. O objetivo é mostrar insatisfação sem violência, esvaziando arquibancadas e, consequentemente, o caixa da diretoria.

Embora seja incomum no futebol brasileiro, a estratégia tem histórico de pressão eficaz em outros países sul-americanos. No Vasco, a iniciativa expõe a ruptura entre arquibancada e elenco justamente em fase decisiva da temporada, quando pontos perdidos podem custar caro na tabela.

Análise: gestão de crises e redes sociais

O caso escancara um dilema recorrente nos grandes clubes: como equilibrar liberdade de expressão dos atletas e impacto instantâneo das redes. Quando a performance não acompanha, qualquer gesto virtual ganha proporções gigantescas e vira munição para organizada, imprensa e opositores políticos dentro do clube.

No Vasco, onde a pressão histórica costuma transbordar para além do gramado, a diretoria terá de agir rápido para evitar que a crise de comunicação se torne uma crise esportiva irreversível, sobretudo se o protesto desidratar receitas de bilheteria.

O que você acha? A torcida acerta ao planejar “público zero” ou a cobrança deveria ficar só no CT? Para acompanhar desdobramentos do caso Hinestroza e do elenco cruzmaltino, acesse nossa cobertura completa.


Maria Dias atua na área de conteúdo digital e é responsável pela organização editorial da Tribuna Futebol. Com experiência em comunicação e gestão de equipes, acompanha o planejamento das publicações e garante que os conteúdos sigam um padrão consistente. Seu trabalho é focado em manter o site atualizado, com informações claras e bem estruturadas, facilitando a leitura e a navegação para quem acompanha futebol diariamente.