Rooney chama show da final da Copa de ‘porcaria’ e gera polêmica

Wayne Rooney — Ícone do futebol inglês e hoje comentarista — não poupou palavras ao avaliar as apresentações musicais realizadas na decisão da Copa do Mundo de 2026, vencida pela Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina no último domingo.

  • Em resumo: Rooney classificou o espetáculo de Madonna, Shakira, Justin Bieber e BTS como “uma porcaria”.
  • O intervalo prolongado de 15 para 27 minutos irritou torcedores e parte da mídia esportiva.

Crítica ácida ao formato “Super Bowl”

A FIFA apostou em um modelo inspirado no Super Bowl, adicionando shows antes da bola rolar e, principalmente, no intervalo da grande final. A ideia de transformar o jogo em um megaevento comercial, porém, não convenceu o ex-atacante — que comentou a partida pela BBC — nem muitos fãs. No intervalo, enquanto Madonna, Shakira, Justin Bieber e BTS dominavam o gramado, a transmissão britânica alternava closes dos artistas com imagens de torcedores impacientes.

Segundo o site oficial da FIFA, esta foi a primeira vez que a decisão do torneio teve um número musical duplo, previsão que já constava no planejamento do Mundial. Ainda assim, a execução virou alvo de críticas por esticar o tempo de parada.

“Minha parte favorita do show do intervalo foi quando terminou. Gosto de todos esses artistas, mas me pareceu uma porcaria”.

A declaração literal do ex-jogador viralizou nas redes sociais poucas horas após o apito final. Para muitos torcedores, a frase ecoou a sensação de que o espetáculo tirou ritmo do confronto e quebrou a tensão natural de uma final.

Espanha brilha em campo, mas bastidores roubam foco

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Apesar do incômodo extracampo, o jogo entregou drama esportivo. A seleção espanhola dominou as ações desde o início, criou chances claras, esbarrou em defesas de Dibu Martínez e só balançou a rede na prorrogação, com Ferrán Torres. O título marcou a consolidação de uma geração remodelada e deu ao país seu segundo troféu mundial.

Do lado argentino, fica a frustração por ter resistido até os instantes finais sem conseguir repetir o bicampeonato. Sem calendário definido, a Albiceleste aguarda a confirmação dos próximos amistosos, enquanto o futuro de Lionel Messi segue em aberto. Já a Espanha, motivada pelo ouro, volta a se reunir em setembro para a disputa da Nations League.

Análise: entretenimento versus tradição

A escolha da FIFA de replicar o formato do Super Bowl sinaliza uma estratégia clara de ampliar a audiência além do futebol. No entanto, o timing da implantação — logo na final de um Mundial — expôs o risco de trocar a experiência esportiva por um espetáculo midiático que nem todos desejam. O aumento de 12 minutos no intervalo, embora pareça pequeno na TV, alterou a rotina dos atletas e quebrou o ritmo da partida no ponto mais decisivo do calendário.

A reação de Rooney evidencia uma divisão: para parte do público, o jogo deve permanecer no centro do palco; para outra, o evento ganha ao abraçar a cultura pop. A repercussão indicará se a FIFA vai manter ou ajustar o formato em edições futuras.

O que você acha? Shows devem continuar na final da Copa ou é melhor focar apenas no futebol? Para acompanhar mais análises e bastidores do Mundial, acesse nossa cobertura completa.


Julia Caroline começou a escrever sobre futebol ainda na escola, quando comentava jogos e dividia opiniões em blogs e redes sociais. O interesse virou rotina, e ela passou a acompanhar partidas diariamente, sempre atenta aos detalhes que fazem diferença para o torcedor. Hoje, na Tribuna Futebol, escreve sobre jogos do dia, horários, escalações e onde assistir, com uma linguagem direta e fácil de acompanhar. Torcedora do Flamengo, raramente perde uma rodada importante do futebol brasileiro.