Memphis Depay — O atacante holandês retorna ao CT Dr. Joaquim Grava neste fim de semana mesmo sem definição sobre a extensão de seu vínculo com o Corinthians, que acaba em 31 de julho.
- Em resumo: diretoria decide reapresentar o jogador antes de selar a renovação.
- Impasse envolve dívida que pode chegar a R$ 50 milhões e erro no registro do contrato.
Dívida trava conversas no Parque São Jorge
A negociação emperrou quando o estafe de Depay cobrou o pagamento de R$ 45 milhões já reconhecidos pelo clube, valor que tende a subir para R$ 50 milhões caso haja parcelamento. Mesmo com o caixa pressionado, a cúpula alvinegra considera o atacante peça-chave para o restante da temporada.
Conforme o regulamento financeiro do Campeonato Brasileiro, atrasos salariais podem até gerar punições desportivas, o que adiciona urgência à equação corintiana.
A reapresentação sem acordo formal busca, sobretudo, evitar prejuízos técnicos imediatos enquanto se tenta alongar a dívida — estratégia que divide opiniões internas.
Erro de registro agrava situação contratual
Além do débito, a diretoria assumiu outro revés: o contrato foi registrado com término em 26 de junho, quase um mês antes do prazo real. A falha burocrática frustrou o staff do holandês e reforçou a desconfiança sobre a capacidade administrativa do clube.
Com o documento corrigido fora do prazo, o Timão dá margem para que Depay deixe o Parque São Jorge sem compensação financeira, caso opte por não assinar a prorrogação. Pessoas envolvidas nas tratativas avaliam cenários opostos: há quem aposte na saída imediata e quem defenda que a visibilidade da camisa corintiana pese a favor da renovação.
Análise: risco de perder referência ofensiva
O Corinthians vive um dilema clássico: satisfazer um ídolo recente e manter competitividade, ou estourar o orçamento e comprometer o planejamento a médio prazo. A diretoria precisa equilibrar fluxo de caixa com resultado esportivo — tarefa que se torna crítica num elenco já carente de nomes decisivos.
Ao decidir pela reapresentação antes do acerto final, o clube ganha tempo, mas aumenta a exposição caso a dívida siga pendente. Se a gestão não apresentar garantias sólidas de pagamento, corre o risco de ver Depay partir e ainda conviver com desgaste institucional diante de torcida e mercado.
O que você acha? O Timão deve priorizar o pagamento da dívida para segurar Depay ou buscar reposição no mercado? Para acompanhar todas as novidades do clube, visite nossa seção do Brasileirão.


