Seleção Brasileira — A escolha de Carlo Ancelotti em manter Endrick no banco de reservas, mesmo em meio às críticas ao desempenho sem bola de parte do ataque canarinho, ganhou novos contornos após forte cobrança pública de um comentarista.
- Em resumo: Samir Carvalho acusou Vini Jr e Paquetá de falharem na marcação, enquanto Endrick segue preterido.
- Pressão de ex-jogadores como Cafu e Romário reforça o debate sobre a titularidade do jovem atacante.
Questionamento sobre o jogo sem bola
No programa “Fim de Papo”, do Canal UOL, o jornalista Samir Carvalho contestou o argumento de que Endrick ficaria fora do time apenas por contribuir pouco defensivamente. Para ele, há titulares que entregam ainda menos sem a posse de bola. A discussão ocorre em meio à preparação para o próximo compromisso na Copa, competição regulamentada pela FIFA, em que o Brasil ainda busca afirmar seu padrão de jogo.
Segundo o comentarista, a justificativa tática não se sustenta quando se observa o comportamento de outros atacantes. Ele exemplificou com o lado esquerdo, onde Ancelotti montou duas linhas de quatro para compensar a falta de recomposição de Vini Jr.
“É estranha essa situação do Endrick. Se tivesse essa acusação, essa perseguição, o que faríamos então com o Vini Jr.? Ele é o mais preguiçoso de todos em relação a jogar sem a bola. Tanto que no lado esquerdo da seleção brasileira, com duas linhas de quatro, tem jogado o Matheus Cunha, que faz a melhor função tática, jogando aberto na esquerda, e com a bola jogando por dentro.”
A fala expõe a percepção de que a hierarquia de titulares pode estar baseada mais na experiência e no status dos atletas do que em critérios de rendimento completo, incluindo a contribuição defensiva.
Endrick segue no fim da fila
Mesmo com a pressão externa, as escalações prováveis divulgadas para o duelo contra o Haiti indicam que Endrick permanecerá como opção no banco. Matheus Cunha e outros atacantes aparecem à frente do ex-Palmeiras, que, segundo a imprensa, pode ser apenas a quarta alternativa para o comando ofensivo.
“Mas jogamos com o Raphinha ali no setor, com o Paquetá. Por quê? Porque o Vini Jr. não gosta de marcar. Ele não faz pressão nenhuma. Ele é preguiçoso no sentido de marcação. Então não dá para querermos condenar o Endrick sendo que vários jogadores, no quesito marcação, não têm rendido. O Paquetá é uma vergonha. O melhor lance de vontade do Casemiro foi no treino contra o próprio Endrick.”
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Ao citar frases como “Paquetá é uma vergonha”, Carvalho amplia a crítica para o meio-campo, sugerindo que a falta de intensidade coletiva torna injusta a cobrança isolada sobre o jovem centroavante.
Análise: pressão pública e gestão de vestiário
O posicionamento de Samir Carvalho ecoa pedidos de figuras históricas, como Cafu e Romário, e ilustra um ponto sensível para Ancelotti. Entre preservar o equilíbrio do elenco e reagir à pressão popular, o técnico italiano precisa administrar expectativas sem abalar a confiança de atletas consolidados.
Ao mesmo tempo, a insistência em manter Endrick como suplente contrasta com uma Seleção que carece de gols e protagonismo ofensivo. Caso o desempenho não melhore rapidamente, a discussão pode transformar-se em tema dominante até o mata-mata, colocando a gestão de grupo em xeque.
O que você acha? Endrick já fez por merecer a vaga entre os titulares da Seleção ou a experiência de Vini Jr e Paquetá ainda é prioridade? Para acompanhar mais debates sobre o time canarinho, acesse nossa cobertura completa.


