Paul Pogba — O meio-campista francês encerrou os rumores sobre uma possível transferência para o Brasil ao afirmar que jogar no país não faz parte de sua estratégia de carreira, apesar do afeto declarado pelo futebol brasileiro e por torcedores locais.
- Em resumo: Pogba admite dialogar com clubes do Brasil, mas reitera que atuar no País não está em seus planos.
- Salário elevado e foco na Europa afastam, por ora, qualquer investida bem-sucedida de times brasileiros.
Carinho declarado não significa mudança de rota
Mesmo com o fascínio que exerce sobre atletas estrangeiros, o Brasileirão ainda não convenceu Pogba a alterar seu caminho profissional. Em entrevista reproduzida pela TNT Sports, o campeão mundial destacou respeito pelo cenário nacional, mas reforçou a prioridade de permanecer na elite europeia, onde disputa competições organizadas pela UEFA.
A fala surge após semanas de especulação nas redes sociais, alimentadas por imagens antigas do francês vestindo a camisa do Flamengo e por relatos de contatos informais com dirigentes de diferentes clubes.
“Esse não era meu plano e continua não sendo. Mas eu amo o futebol brasileiro, amo o Brasil em geral e amo os brasileiros. Eu nunca digo nunca, mas não é meu plano”.
Ao usar a expressão “nunca digo nunca”, Pogba deixou aberta apenas uma fresta para o futuro. Ainda assim, a ênfase em manter o atual projeto afasta tentativas imediatas de sedução feitas por agremiações nacionais.
Flamengo vira símbolo de admiração, Corinthians tentou sondagem
O atleta mencionou publicamente o Flamengo, explicando que seu apreço começou com Zico e foi reforçado pelo patrocínio da Adidas, fornecedora que atende tanto o clube carioca quanto o jogador.
“Eu sempre amei o Zico. E ele jogava pelo Flamengo. Então, eu já usei camisas do Flamengo, também por conta da Adidas (fornecedora do clube e do jogador). Isso faz com que as pessoas comecem a falar sobre”.
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A referência ao Rubro-Negro ajuda a explicar a rápida viralização de fotos de Pogba com o manto vermelho-preto. O afeto, contudo, não virou proposta formal. Quem chegou mais perto foi o Corinthians, que, segundo bastidores do mercado, sondou a situação do francês, mas recuou ao deparar-se com vencimentos fora da realidade local.
Análise: obstáculo financeiro barra investida brasileira
O caso ilustra uma fronteira ainda robusta para os clubes do País: a disparidade salarial em relação à Europa de ponta. Por mais que o real tenha ganhado força em negociações recentes, a folha necessária para comportar estrelas do calibre de Pogba ultrapassa o teto de quase todos os times da Série A. Some-se a isso questões de tributos, direitos de imagem e prêmios por performance que encarecem o pacote.
Diante desse quadro, as diretorias nacionais tendem a focar em atletas sul-americanos ou em veteranos com menor valor de mercado. Pogba, aos 30 anos e com contrato vigente em clube europeu, permanece fora desse perfil, ao menos no curto prazo.
E você? Acredita que algum gigante do Brasileirão conseguirá, um dia, viabilizar a chegada de Pogba? Para acompanhar mais bastidores do futebol europeu, acesse nossa cobertura completa.


