Internacional — A permanência de Rafael Borré em Porto Alegre balança novamente: diante da atuação intensa de seus representantes, o Colorado admitiu abrir negociação e já trabalha com pedido entre R$ 41 milhões e R$ 47 milhões pela venda do colombiano.
- Em resumo: empresários pressionam e o Inter aceita negociar Borré por até € 8 milhões.
- México e River Plate surgem como prováveis destinos na próxima janela.
Empresários mudam o jogo nos bastidores
Até poucos dias atrás, o discurso no Beira-Rio era de inegociável. Com contrato até 2028 e um dos maiores salários do elenco, Borré era tratado como pilar técnico e ativo estratégico. Esse cenário virou quando os agentes do atacante intensificaram conversas com clubes do exterior e deixaram claro o desejo de mudá-lo de ares após a Copa do Mundo.
Segundo o jornalista Juliano Machado, a movimentação fora de campo obrigou o Inter a rever a postura. A diretoria fixou um valor de 7 a 8 milhões de euros, equivalente a R$ 41-47 milhões na cotação atual, como ponto de partida para selar a transferência. Trata-se de cifra considerada suficiente para compensar o investimento feito na contratação e aliviar a folha, já que o colombiano recebe algo em torno de R$ 2 milhões mensais.
Para efeito de comparação, valores semelhantes foram pagos recentemente em vendas de atacantes que atuam no Brasil, de acordo com a documentação financeira divulgada pela CBF. A diretoria aposta que o impacto técnico poderá ser suprido por reforços já monitorados no mercado.
México e River Plate lideram a corrida
O interesse mais concreto veio do Monterrey, do México, que formalizou proposta de 6,5 milhões de dólares (aproximadamente R$ 32,7 milhões) — rejeitada de imediato pelo Inter. O Cruz Azul sondou, mas ainda não avançou. O mercado mexicano, contudo, continua ativo e pode voltar com oferta dentro da nova pedida colorada.
Ao mesmo tempo, o River Plate acompanha cada passo da novela. Por indicação do técnico Eduardo Coudet, o clube argentino avalia repatriar Borré, artilheiro em sua passagem anterior por Buenos Aires. A identificação do atacante com a torcida do River e a aposta em uma retomada de protagonismo esportivo pesam a favor dos Millonarios.
Análise: repercussão financeira e esportiva
Para o Internacional, a venda de Borré combina alívio orçamentário imediato com a chance de reinvestir em reforços pontuais. Mesmo após recusar a oferta inicial do Monterrey, a diretoria sinaliza que transformar o colombiano no negócio mais valioso desde a última temporada seria estratégico para equilibrar as contas e dar fôlego para novas contratações.
Do ponto de vista esportivo, a saída representaria a perda de um centroavante de mobilidade e faro de gol, mas a recente oscilação do jogador e a pressão por minutos em alto nível no ciclo pós-Copa tornam a transferência atrativa também para o próprio atleta. Caso o River ou um clube mexicano chegue ao valor pedido, o desfecho tende a ser rápido.
O que você acha? A venda de Borré por até R$ 47 milhões compensa a perda técnica para o Inter? Para acompanhar mais bastidores do mercado e do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

