Fluminense — O clube carioca encara a rodada final da fase de grupos da Libertadores pressionado, mas com a confiança renovada após a palavra de um de seus maiores símbolos defensivos, Gum, que resgatou a épica campanha de 2011 para motivar elenco e torcida.
- Em resumo: Gum vê paralelos entre 2011 e o cenário atual, apostando em vitória no Maracanã e combinação favorável no outro jogo.
- Time de Zubeldía precisa bater o La Guaira e torcer por tropeço do Bolívar para avançar às oitavas.
Memória de Buenos Aires inspira o presente
O ex-zagueiro recordou a noite em que o Tricolor superou o Argentinos Juniors por 4 a 2, fora de casa, e arrancou uma vaga improvável nas oitavas. Para ele, o momento de agora carrega o mesmo peso emocional: a necessidade de vencer e, simultaneamente, contar com resultado paralelo. Em entrevista ao ge, Gum ressaltou que a equipe atual deve adotar o espírito destemido de então, algo que, segundo ele, falta nas últimas partidas.
O ambiente no clube ainda é de cobrança. A equipe soma apenas cinco pontos, resultado de atuações irregulares que a deixaram na terceira posição do Grupo C. Mesmo assim, o ex-capitão mantém otimismo: “quando o Fluminense joga com a corda no pescoço, costuma responder”, cravou. A análise ecoou entre torcedores e até em setores internos, que reforçaram o discurso de esperança.
“Jogamos contra o Nacional, na penúltima rodada, em confronto direto, jogamos bem o primeiro tempo, mas perdemos duas ou três oportunidades, mas o gol não saiu. Achávamos que era uma questão de tempo, mas o jogo mudou, eles ganham de 2 a 0 e quase faz três. Perdemos, mas conseguimos a classificação heroica no último jogo”.
A fala revive o drama que antecedeu a classificação de 2011 e serve como alerta: desempenho sem resultado não basta. Gum reforça que o grupo atual deve estar preparado para pressão semelhante, principalmente se o gol demorar a sair no Maracanã.
Espírito guerreiro para superar combinação de resultados
Diante do La Guaira, o Fluminense terá de exibir intensidade e eficiência, evitando a ansiedade de quem joga por “obrigação”. A vitória, porém, representa apenas metade da equação. A outra metade depende de um deslize do Bolívar diante do Independiente Rivadavia. Externalizar essa condição, para Gum, pode transformar tensão em combustível.
“Acredito na classificação, não é fácil, mesmo porque não vem jogando bem. Ano que caminhava para conquistar (2025), deu uma abalada, algumas decisões erradas. Futebol é muito dinâmico. […] Tem que se arrumar novamente, colocar o espírito de guerreiro em campo para que quem tinha um grande ano volte a ter uma boa temporada”.
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A menção ao “espírito de guerreiro” conecta passado e presente. Nas palavras do ex-zagueiro, a vaga pode marcar a virada de uma temporada que começou promissora e se complicou. Essa ideia ganhou força nas redes sociais tricolores, ampliando o engajamento antes da decisão.
Análise: pressão vira teste de maturidade para Zubeldía
Os resultados recentes recolocaram o técnico em rota de avaliação interna. A classificação serviria não apenas para salvar o semestre, mas para legitimar o trabalho de Zubeldía num elenco campeão continental há pouco tempo. O discurso de Gum ajuda a blindar o vestiário, mas também aumenta a exposição em caso de fracasso.
Dentro desse contexto, a Libertadores continua a ser o grande termômetro do clube. Avançar mantém viva a chance de repetir conquistas recentes, enquanto a eliminação precoce pressionaria diretoria e comissão técnica a repensar metas para o restante do ano.
Para a Conmebol, entidade que organiza o torneio, a definição do Grupo C oferecerá um dos roteiros mais dramáticos desta etapa, reeditando emoções que fazem da competição um celeiro de viradas históricas.
O que você acha? O Fluminense vai repetir o feito de 2011 e carimbar vaga nas oitavas ou ficará pelo caminho? Para acompanhar mais conteúdos da Libertadores, acesse nossa cobertura completa.

