ATLÉTICO-MG — A falta de minutos de Iván Román voltou a ser tema após a derrota para o Corinthians, e o técnico Eduardo Domínguez atribuiu o “sumiço” do zagueiro à briga intensa por espaço no elenco alvinegro.
- Em resumo: Domínguez apontou Lyanco como concorrente direto e exaltou a liderança do brasileiro.
- Clube investiu US$ 1,5 milhão em Román, que soma 24 partidas e segue sendo observado.
Treinador justifica escolhas na defesa
Na entrevista coletiva pós-jogo, o técnico argentino foi direto ao explicar por que o chileno ficou novamente fora da lista. Segundo ele, a decisão passa menos por queda de rendimento e mais pela qualidade dos companheiros que disputam a mesma posição. Ao citar Lyanco, Domínguez reforçou que o defensor recém-chegado agrega liderança ao setor, ingrediente que pesa na hora de fechar a escalação, como consta no regulamento da Confederação Brasileira de Futebol para o Brasileirão.
O comandante ainda prometeu “variedade de oportunidades” ao longo da temporada, mas reiterou que cada atleta precisa convencer nos treinos para merecer novas chances.
“Quanto a Román: há grandes jogadores também ali (na mesma posição). Hoje, não entrou o Lyanco, que me parece que é um grande jogador. Vamos ter variedade de oportunidades”.
A fala deixa evidente que, mesmo com o alto investimento no chileno, o peso da experiência segue determinante nas escolhas do técnico.
Román custou caro e ainda procura afirmação
Contratado em 2025 por US$ 1,5 milhão — valor que garantiu ao Galo 50% dos direitos econômicos —, Iván Román chegou como aposta de futuro. Desde então, disputou 24 jogos e marcou um gol, números modestos para quem era visto como peça de reposição imediata. O cenário se complicou após a chegada de Lyanco, que rapidamente ganhou moral no vestiário.
“Você precisa ganhar os minutos ou jogar nos treinamentos. E nos minutos que recebe, quando participa, (Román) está fazendo bem. Mas Lyanco também”.
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O recado de Domínguez sinaliza que a comissão técnica avalia desempenho diário, não apenas atuação em jogos oficiais, para definir a hierarquia defensiva.
Análise: disputa por liderança no setor defensivo
A justificativa do treinador mostra que o fator “liderança” é tão valorizado quanto a performance técnica. Em elencos com objetivos ambiciosos, jogadores capazes de organizar a linha defensiva e orientar companheiros tendem a levar vantagem. Esse critério explica, por ora, a preferência por Lyanco, mesmo com investimento significativo em Román.
Para o chileno, o desafio é duplo: provar consistência nos treinos e desenvolver voz de comando dentro de campo. Caso não evolua nesse aspecto, o defensor corre o risco de permanecer como quarta opção, um cenário difícil de conciliar com o montante gasto pela diretoria atleticana.
O que você acha? Iván Román merece mais minutos ou a escolha de Domínguez está correta? Para acompanhar todas as notícias do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

