Artur, atacante emprestado pelo Botafogo, reforçou seu desejo de permanecer no São Paulo depois de balançar as redes na vitória por 2 a 0 sobre o Boston River, na última terça-feira, pela Copa Sul-Americana.
- Em resumo: gol e entrevista do camisa 37 colocam pressão por acordo definitivo entre os clubes.
- Jogador soma três gols e duas assistências em 16 partidas com a camisa tricolor.
Gol e recado renovam disputa pelos direitos de Artur
A boa atuação no Morumbis chegou no momento em que o São Paulo garantiu classificação direta às oitavas da Copa Sul-Americana, conforme prevê o regulamento da competição organizado pela Conmebol. Ao sair de campo, o atacante foi direto ao falar sobre o futuro.
Contratado pelo Botafogo em 2025, ele tem vínculo com o clube carioca até o fim de 2029. O empréstimo ao Tricolor, válido até dezembro, agora parece curto diante do protagonismo recente.
“Cheguei faz pouco tempo, não depende só de mim, meu foco está todo aqui. Espero ter muitos anos com a camisa do São Paulo, sim”.
A declaração deu o tom do pós-jogo: o atleta não esconde que vê no São Paulo o ambiente ideal para consolidar a retomada da carreira e, ao mesmo tempo, sinaliza que a decisão final passará pelos dirigentes de ambos os lados.
Morumbis devolve confiança ao atacante
Se dentro do campo a produção ofensiva evoluiu, fora dele o discurso é de gratidão ao elenco paulista. Artur credita o salto de desempenho ao acolhimento recebido logo na chegada.
“Estava precisando dessa confiança e leveza em campo. Reencontrei aqui no São Paulo. Me senti super em casa desde o primeiro contato com os atletas, estou feliz com o momento, desempenho em campo. Ainda faltam coisas para melhorar coletivamente e individualmente. O mais importante foi o alívio depois de tanto tempo sem vitórias”.
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O atacante rompeu um jejum incômodo de triunfos do time e colaborou diretamente para o primeiro resultado positivo sob o comando de Dorival Júnior, fator que amplia a sensação de retomada coletiva.
Análise: Botafogo entre o lucro e a lacuna no elenco
O crescimento de Artur cria um cenário dual para o Botafogo. Por um lado, o clube vê seu ativo esportivo ganhar valor de mercado, abrindo a possibilidade de venda ou retorno com maior status técnico. Por outro, a preferência pública do jogador pelo São Paulo tende a aumentar a pressão da torcida tricolor e limitar o poder de barganha alvinegro, que enfrenta restrições financeiras.
Com contrato longo até 2029, o Glorioso pode exigir compensação alta para liberar o atacante em definitivo, mas terá de ponderar se vale a pena reter um atleta que já externou o desejo de permanecer em outro ambiente.
O que você acha? O Botafogo deveria negociar Artur ou trazê-lo de volta para 2027? Para acompanhar todos os movimentos da Copa Sul-Americana, acesse nossa cobertura completa.

