Internacional — Em entrevista ao Grupo Globo, o presidente Alessandro Barcellos revelou que o clube planeja ir às compras na próxima janela de transferências, mesmo diante de um mercado considerado “extremamente desafiador”.
- Em resumo: diretoria pretende reforçar setores pontuais já em julho.
- Barcellos admite que vendas serão cruciais para bancar as contratações.
Plano para a janela de julho
Barcellos explicou que o departamento de futebol trabalha há semanas na identificação de nomes capazes de elevar o nível técnico do elenco. Segundo ele, o executivo Fabinho Soldado, o coordenador Abel Braga e o técnico Paulo Pezzolano conduzem o mapeamento de atletas, sempre atentos às limitações orçamentárias impostas pela diretoria. O dirigente reconhece que a concorrência é alta e que os preços subiram, mas garante empenho para entregar opções de qualidade ao treinador.
O mandatário colorado frisou que a contratação de reforços não é apenas desejo — é necessidade para manter o Inter competitivo nas competições organizadas pela CBF no segundo semestre.
“Dentro das nossas condições, vamos trabalhar, sim. Precisamos buscar o máximo de acerto possível e reforçar posições pontuais para dar ao Pezzolano melhores condições. Sabemos que o mercado está inflacionado e extremamente desafiador”.
A fala reforça que a janela de julho será estratégica: o clube quer minimizar riscos, evitar apostas excessivas e priorizar atletas capazes de chegar e jogar imediatamente.
Saídas para equilibrar as contas
O presidente foi direto ao admitir que novas contratações dependem da geração de receita com vendas. O Inter, como a maioria dos grandes clubes brasileiros, prevê em seu orçamento a negociação de atletas — movimento que reduz a folha salarial e libera espaço para investimentos pontuais.
“Também precisamos fazer a roda girar. Devemos ter saídas, porque o Internacional depende da venda de atletas dentro do orçamento. A ideia é realizar negociações importantes e reinvestir em posições que entendermos necessárias”.
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Na prática, significa que propostas pelo elenco atual serão avaliadas com atenção. Qualquer oferta que ajude a equilibrar as contas e mantenha o time competitivo pode ser aceita, contanto que não comprometa o desempenho esportivo no segundo semestre.
Análise: mercado inflacionado e dependência de vendas
As declarações de Barcellos escancaram um dilema recorrente no futebol brasileiro: a necessidade de vender para depois comprar. Com o câmbio favorável a clubes estrangeiros, as saídas costumam ocorrer em valores tentadores, mas a reposição por vezes fica mais cara. Além disso, a competição por bons jogadores sul-americanos cresce a cada ano, o que pressiona ainda mais as finanças.
No caso do Inter, a estratégia de buscar “acertos cirúrgicos” e manter sigilo sobre posições carentes indica prudência. A diretoria tenta evitar leilões públicos, algo que poderia inflacionar ainda mais os alvos e afastar o clube de atletas de primeira prateleira.
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