Vasco — A ausência prolongada de Puma Rodríguez obrigou Renato Gaúcho a redesenhar a lateral direita para o duelo decisivo contra o Barracas Central, nesta quarta-feira, às 19h, pela Copa Sul-Americana.
- Em resumo: Nenhum dos três laterais de origem está disponível para o confronto.
- Torcida pressiona após goleada sofrida no Brasileiro e vai ao CT cobrar o elenco.
Laterais fora e quebra-cabeça tático
Puma Rodríguez segue vetado por conta de uma infecção no pé esquerdo que já o tirou da derrota para o Bragantino. O uruguaio passou por atendimento hospitalar, recebeu alta, mas não foi liberado pelo departamento médico.
O cenário piora porque Paulo Henrique trata lesão no ligamento do tornozelo direito e João Vitor cumpre suspensão automática pelo cartão vermelho diante do Olimpia. Sem opções naturais, Renato cogita recuar o meio-campista Tchê Tchê ou repetir a linha de três zagueiros utilizada na estreia da competição, quando Lucas Freitas, Walace e Cuesta formaram o trio defensivo, informa a página oficial da Conmebol.
Outra alternativa testada nos treinos é Saldivia, que atuou improvisado na rodada passada do Campeonato Brasileiro. A definição deve acontecer no último trabalho antes da viagem para a Argentina.
Pressão externa coloca elenco na mira
A necessidade de vencer coincide com ambiente turbulento em São Januário. Após a goleada por 3 × 0 sofrida em Bragança Paulista, torcedores organizados compareceram ao CT para protestar contra jogadores e comissão técnica.
“Infelizmente, na Colômbia, eu me defendia jogando. Já aqui 🤐. Mas quero dizer aos meus amigos que perguntam que estou bem”.
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O desabafo foi publicado pelo atacante Marino Hinestroza, principal alvo das cobranças. O post viralizou e expôs o clima de tensão que cerca a preparação vascaína.
Análise: improvisos em meio à crise
Os três desfalques na lateral evidenciam fragilidade no elenco e obrigam Renato Gaúcho a mexer onde menos gostaria: na estrutura defensiva. A mudança de função de Tchê Tchê ou a adoção de três zagueiros podem alterar toda a dinâmica de saída de bola e cobertura pelos lados, ponto sensível diante de rivais que exploram transições rápidas.
Somado aos protestos e à necessidade de pontuar para seguir na Sul-Americana, o treinador lida com pressão que ultrapassa o campo. A resposta em solo argentino servirá como termômetro para o restante da temporada.
O que você acha? A improvisação de Tchê Tchê é a melhor saída ou o Vasco deve reforçar o setor? Para acompanhar mais notícias da Sula, acesse nossa cobertura completa.

