Collet surpreende com 7º tempo e projeta Fast Friday da Indy 500

Caio Collet — O brasileiro acelerou para 225,930 milhas por hora e colocou o carro #4 da AJ Foyt entre os dez mais rápidos no terceiro treino livre para a 110ª Indy 500, realizado na última quinta-feira.

  • Em resumo: Collet fechou a sessão em sétimo e diz que a base está “sólida” para a classificação.
  • Fast Friday desta sexta acrescenta 100 cv de potência e pode redefinir o grid.

Sétima marca alimenta confiança da AJ Foyt

Depois de três dias de atividade no gigantesco oval de 2,5 milhas, o estreante brasileiro mostrou evolução consistente. O pico de velocidade obtido já supera todos os giros anteriores do time em Indianápolis, reforçando a expectativa para o dia de pista com potência liberada, conhecido como Fast Friday. Segundo o regulamento, os motores ganham aproximadamente 100 cv extras, situação que costuma sacudir a ordem dos tempos — e é nesse ambiente que Collet pretende transformar ritmo em posição de largada.

Enquanto os engenheiros analisam dados aerodinâmicos, o piloto foca em sensibilidade de volante e balanço do carro. Como lembra a cobertura oficial da prova no portal da ESPN, erros mínimos em Indianápolis podem custar a participação na maior corrida em circuito oval do planeta.

“Foi mais um dia positivo. Passo a passo estamos evoluindo e ficando cada vez mais confortável. Foram três dias de treino bem positivos e na sexta vamos ver se todo trabalho que fizemos está indo na direção correta com o Boost. Acho que teremos na sexta uma ideia bem mais clara de nosso potencial para a classificação, mas já sabemos que a base é sólida para sábado e para domingo”.

A fala evidencia a estratégia de acumular pequenas melhoras diárias, sem pular etapas. A equipe aposta que o ganho de potência servirá como verdadeiro termômetro para o rendimento nas voltas lançadas que definem o grid.

Detalhes finais antes do “dia do boost”

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Nesta sexta, os carros recebem pista aberta às 13h (Brasília, UTC-3) por seis horas. O foco de Collet será entender como o pacote aerodinâmico reage ao acréscimo de potência e ajustar a primeira saída com o “motor cheio”. Todas as decisões — pressão dos pneus, ângulo das asas, níveis de rake — têm impacto direto na estabilidade nos trechos de curva em torno de 370 km/h.

“Agora é ajustar os detalhes, ver como o carro se comporta e o balanço que teremos na primeira saída com o Boost. E a partir daí ir progredindo para o fim de semana”.

O brasileiro lembra que a largada da 110ª Indy 500 está prevista para 13h45 de 24 de maio. Ou seja, qualquer informação coletada hoje poderá ser determinante não só para a classificação, mas também para o comportamento do carro no stint inicial da corrida.

Análise: a importância do Fast Friday para estreantes

Historicamente, o Fast Friday serve como divisor de águas em Indianápolis. Com motores liberados, riscos aumentam e as condições de pista mudam rapidamente. Para estreantes como Collet, juntar quilometragem em ritmo de qualificação é crucial: além de assegurar vaga entre os 33, a sessão dita confiança psicológica para o desafio de 200 voltas no domingo seguinte.

Se o brasileiro sustentar a performance entre os dez melhores, reforçará a imagem de revelação do ano na Indy e abrirá caminho para parceria duradoura com a AJ Foyt, equipe quatro vezes campeã das 500 Milhas.

O que você acha? Collet conseguirá transformar a velocidade de treino em um lugar de destaque no grid da Indy 500? Para acompanhar mais análises sobre automobilismo, visite nossa página principal.


Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.