Bahia negocia último remanescente pré-Grupo City e abre espaço na zaga

Bahia — A diretoria tricolor encaminhou a transferência do zagueiro Gabriel Xavier para o Shenzhen Peng City, clube chinês que integra o conglomerado City Football Group, e encerrou o ciclo do último atleta contratado antes da chegada dos investidores estrangeiros.

  • Em resumo: Gabriel Xavier viaja nesta semana para concluir o acordo com o Shenzhen Peng City.
  • Negócio cria vaga no elenco e indica mudanças na reestruturação defensiva de Rogério Ceni.

Negociação com o Shenzhen Peng City

Segundo o jornalista Márcio Martins, as conversas avançaram a ponto de o jogador já ter passagem comprada para a China, onde fará exames e assinará o contrato. Os valores e o formato da transação não foram divulgados, mas a participação de um clube pertencente ao Grupo City pesou a favor do entendimento.

A saída ocorre após um primeiro semestre abaixo do esperado, no qual Rogério Ceni utilizou o defensor em apenas 14 partidas de 2026. A baixa minutagem contribuiu para que a negociação fosse vista internamente como solução vantajosa, tanto esportiva quanto financeira, dentro do planejamento orientado pela SAF que assumiu o controle em 2023. Para conferir a situação contratual de atletas registrados na Série A, consulte a lista oficial da Confederação Brasileira de Futebol.

O legado de Gabriel Xavier no Esquadrão

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Contratado em 2020 para reforçar o time sub-20, Gabriel Xavier foi escalando posições até se consolidar no elenco profissional. Em seis temporadas, acumulou 137 partidas, três gols e participou de campanhas que renderam dois Campeonatos Baianos (2023 e 2025) e uma Copa do Nordeste (2025).

Embora não tenha sido titular absoluto em 2026, o zagueiro de 25 anos carregava particular simbolismo: era o último remanescente do plantel anterior à aquisição da SAF pelo Grupo City. Sua despedida simboliza o fechamento definitivo de um capítulo na história recente do clube e reforça a sensação de que o projeto internacional assume, agora, controle total sobre o perfil do elenco.

Com a transferência concluída, Rogério Ceni contará com seis zagueiros: Ramos Mingo, David Duarte, Kanu, Marcos Victor, Luiz Gustavo e Fredi Gomes. Os três últimos são jovens formados na base ou contratados recentemente, o que reforça a estratégia de mesclar experiência e juventude sob a tutela do corpo técnico estrangeiro instaurado pelo Grupo City.

Análise: renovação defensiva do Bahia

A movimentação no mercado confirma que a diretoria pretende redistribuir a folha salarial e dar rodagem aos zagueiros mais novos. A leitura é simples: se Gabriel Xavier, com salário mais robusto e poucos minutos em campo, não fazia parte do núcleo preferencial de Rogério Ceni, a permanência dificultaria investimentos em outras posições-chave.

Ao mesmo tempo, a chegada de reforços na janela do meio do ano parece inevitável. A defesa, agora com seis nomes, pode até estar numericamente completa, mas a comissão técnica busca características específicas — sobretudo velocidade na recomposição e qualidade de saída de bola — para elevar o patamar do setor. A operação com o Shenzhen Peng City cria margem financeira para essa busca.

O que você acha? A saída de Gabriel Xavier representa alívio no orçamento ou perda de experiência que pode fazer falta na temporada? Para acompanhar mais notícias do Tricolor, acesse nossa cobertura completa.


Marcelo Freire trabalha com conteúdo digital há mais de uma década e lidera a equipe editorial da Tribuna Futebol. Ao longo da carreira, participou da criação e desenvolvimento de projetos online voltados à informação e entretenimento. No dia a dia, acompanha de perto tudo o que é publicado, revisando conteúdos e orientando a equipe para manter um padrão claro, confiável e alinhado com o que o leitor realmente busca quando procura informações sobre futebol.