Paddy Pimblett — Prestes a entrar no octógono do UFC 329, em Las Vegas, o peso-leve inglês acendeu um novo capítulo da rivalidade esportiva ao atacar Neymar e classificar a Seleção Brasileira como “terrível”.
- Em resumo: Pimblett disse que Neymar “está acabado” e não merecia lugar na Copa.
- O lutador também prevê equilíbrio no confronto Inglaterra x Noruega pelas quartas.
Críticas inflamam debate sobre fase do Brasil
Durante entrevista ao site Ag Fight, o carismático — e muitas vezes provocador — Paddy Pimblett surpreendeu ao direcionar seu tradicional trash talk para fora do MMA. O alvo da vez foi a Seleção Brasileira de futebol, recém-eliminada da Copa do Mundo. Para o inglês, a equipe de Carlo Ancelotti sofre de uma carência de talentos que consigam reproduzir em campo o brilho histórico do país cinco vezes campeão mundial. Em tom duro, ele citou Neymar como símbolo desse declínio, questionando a presença do camisa 10 na convocação.
As declarações viralizaram rapidamente em grupos de torcedores e páginas esportivas, colocando o nome do lutador entre os assuntos mais comentados. Parte da repercussão se deu pelo momento em que foram feitas: Pimblett está às vésperas de enfrentar Benoit Saint Denis e, ainda assim, escolheu abrir fogo contra uma potência do futebol. Em meio a emojis de raiva e aplausos, perfis lembraram o peso cultural que críticas estrangeiras sempre têm quando o tema é a Canarinho, ainda mais depois de uma eliminação dolorosa no Mundial da FIFA.
“Neymar é terrível atualmente, ele está acabado. Agora todos os brasileiros vão para a Europa jovens e não jogam mais com o mesmo talento que costumavam. Não esperava enfrentar o Brasil. A Seleção Brasileira atualmente é terrível. Não entendo por que eles convocaram o Neymar. Tiraram o João Pedro e levaram ele.”
O discurso citado acima foi o estopim da discussão. Ao apontar para um suposto “fim” de Neymar, Pimblett coloca em xeque o rendimento do astro do Santos e, por tabela, a estratégia de Ancelotti. A menção a João Pedro, atacante do Chelsea, reforça a crítica: na visão do inglês, o Brasil desprezou nomes em melhor fase para apostar em reputações antigas. A provocação ganhou combustível extra justamente por ser feita por um atleta que, fora do futebol, não teria nada a perder — e muito a ganhar — em visibilidade.
Olho no duelo Inglaterra x Noruega
Não satisfeito em cutucar o Brasil, Pimblett levou a conversa para o campo que mais domina: o jogo mental antes de um grande evento. Ele afirmou que acompanhará simultaneamente seu card no UFC 329 e o confronto entre Inglaterra e Noruega pelas quartas de final da Copa do Mundo, partida que pode colocar sua seleção na rota de cruzamento com adversários de peso.
“Pretendo assistir aos dois, o UFC e o jogo da Inglaterra. Acho que vai ser um jogo duro contra a Noruega. Vai ser definido por qual atacante for melhor, ou Haaland, ou Harry Kane. É um jogo de dois grandes atacantes.”
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A análise reflete o momento de equilíbrio no cenário europeu: de um lado, a força física de Haaland; do outro, o faro de gol de Kane. Ao dizer que o duelo dependerá do “melhor atacante”, Pimblett faz uma leitura tática que dialoga com a crítica à Seleção Brasileira: para ele, grandes jogos se resolvem por atletas em alto nível — algo que, segundo suas palavras, Neymar já não representa.
Análise: repercussão além do octógono
Quando um lutador de MMA usa a fama para cutucar um gigante do futebol, o impacto ultrapassa as fronteiras esportivas. As falas de Pimblett alimentam duas narrativas simultâneas: o declínio recente do Brasil no Mundial e a autoestima crescente do esporte inglês, tanto nos gramados quanto nas artes marciais mistas. Mesmo que as palavras do lutador carreguem o tempero do show business, elas ecoam um sentimento real de frustração na torcida brasileira.
Do ponto de vista de imagem, a estratégia é eficaz. O UFC ganha atenção de fãs de futebol, enquanto a cobertura da Copa amplia o alcance do lutador. Entretanto, o risco calculado é claro: ao cutucar Neymar, um dos atletas mais populares do planeta, Pimblett também arrisca virar vilão para milhões de torcedores sul-americanos.
O que você acha? As críticas de Paddy Pimblett a Neymar fazem sentido ou passam do limite? Para acompanhar mais sobre a Seleção, acesse nossa cobertura completa.


