Inglaterra x Noruega — A seleção inglesa encara a Noruega neste sábado (11) pelas quartas da Copa do Mundo de 2026, e o técnico Thomas Tuchel aproveitou a entrevista oficial para sair em defesa de Carlo Ancelotti, alvo de críticas pela precoce eliminação do Brasil.
- Em resumo: Tuchel pediu respeito ao italiano e lembrou que quedas inesperadas fazem parte do torneio.
- O inglês garantiu manter a identidade agressiva da equipe na busca por vaga na semifinal.
Defesa enfática ao trabalho de Ancelotti
Questionado se estaria alterando o estilo de jogo da Inglaterra, Tuchel iniciou elogiando a própria seleção, mas logo direcionou a resposta para o comandante brasileiro. Ele classificou Ancelotti como “um cavalheiro” e reforçou que, mesmo com currículo vitorioso, nenhum técnico está imune a reveses em fases eliminatórias. Ao contextualizar, lembrou que a Copa costuma punir detalhes e que, muitas vezes, o aprendizado só vem na dor. A fala ecoa críticas recentes à Seleção, que fez sua pior campanha desde 1990, segundo relatório oficial da FIFA.
No entender de Tuchel, o episódio serve de alerta também para ingleses e noruegueses: erros pontuais podem custar todo um ciclo de quatro anos.
“Não sei se estou mudando a identidade. Tenho que apoiar os jogadores e construir uma plataforma para eles. Vemos na nossa campanha da Copa. Podemos ser agressivos, gostamos de ser ativos. Temos vontade, é parte do futebol inglês, da Premier League”.
A declaração mostra que, embora aberto a ajustes táticos, Tuchel faz questão de preservar a essência ofensiva que marca o futebol inglês, sinalizando que não haverá recuos drásticos mesmo em mata-mata.
Quando o fracasso ensina mais que a vitória
Ancelotti deixou o Mundial sob forte pressão ao ser eliminado pela Noruega nas oitavas, resultado que quebrou um tabu de 36 anos. O revés causou indignação entre torcedores e ex-jogadores, mas Tuchel frisou que trajetória vitoriosa não some com um tropeço isolado. Para ele, o importante é extrair lições imediatas, algo que pretende aplicar contra o mesmo adversário que surpreendeu o Brasil.
“Essas coisas importam no futebol, e nossos jogadores as têm no mais alto nível. Admiro Carlo (Ancelotti), um dos treinadores de mais sucesso, um cavalheiro. Fez o melhor dele, mas é futebol. Às vezes, tem que sofrer para melhorar”.
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Ao reconhecer o “sofrimento” como parte do processo, Tuchel prepara emocionalmente seu elenco para possíveis momentos de instabilidade durante a partida decisiva.
Análise: a pressão que ronda os técnicos de seleções
As falas de Tuchel expõem um dilema recorrente em Copas: enquanto clubes oferecem tempo para reconstruções, seleções trabalham sob ciclos curtos e cobranças imediatas. A defesa pública de Ancelotti funciona também como blindagem preventiva, pois Inglaterra e outros favoritos sabem que virar alvo das críticas pode ser questão de um único jogo.
Além disso, a declaração reforça a camaradagem entre técnicos da elite europeia. Ao elogiá-lo, Tuchel endossa a tese de que projetos de longo prazo precisam permanecer intactos mesmo diante de derrotas traumáticas, ampliando o debate sobre continuidade na Seleção Brasileira para 2030.
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