Corinthians — Um novo problema muscular derrubou a confiança alvinegra poucas semanas antes da Copa do Mundo e transformou Memphis Depay em dúvida para compromissos decisivos no Brasileirão e na Libertadores.
- Em resumo: atacante sofre lesão na perna oposta à que tratava e fica fora de duas partidas seguidas.
- Ausência pode custar vaga na seleção holandesa, condicionada a três jogos antes do Mundial.
Novo contratempo afasta Depay de duelos cruciais
A recuperação da antiga lesão na coxa parecia encaminhada, mas um exame de rotina detectou dano muscular na outra perna durante treino no CT Joaquim Grava. O revés tira o camisa 10 do confronto contra o Peñarol, fora de casa, pela fase de grupos da Libertadores, marcado para as 21h30 (Brasília UTC-3) desta quinta-feira no Estádio Campeón del Siglo.
Sem o holandês, o técnico do Timão também não poderá contar com seu principal finalizador na visita ao Atlético-MG pelo Campeonato Brasileiro, um obstáculo direto na corrida por posições no topo da tabela. A situação aumenta a pressão interna às vésperas da janela de seleções, quando a agenda continental costuma apertar e expor elencos curtos.
Convocação de Koeman fica por um fio
Ronald Koeman deixou claro em entrevista ao canal Ziggo Sport que só levará Depay à Copa do Mundo caso o atacante dispute três partidas consecutivas pelo Corinthians antes do embarque. O planejamento da comissão técnica laranja incluía justamente a sequência contra Peñarol, Atlético-MG e Platense; agora, dois terços desse requisito estão praticamente descartados.
Restará ao jogador provar condição física no duelo da próxima semana diante do clube argentino. Caso volte a sentir dores, a vaga poderá ser herdada por outro atacante em melhor ritmo de competição — um risco expressivo para quem esperava chegar ao Mundial como referência ofensiva da Holanda.
Análise: Seleção holandesa monitora risco de inatividade
Koeman sinalizou que não carregará atletas sem ritmo, decisão que costuma ecoar em outras seleções às vésperas de grandes torneios. O Corinthians, por sua vez, precisa equilibrar o desejo de utilizar Depay imediatamente com a cautela médica para evitar recaídas. Esse conflito de interesses cria um dilema operacional: acelerar o retorno pode comprometer a integridade física do jogador, mas segurá-lo pode custar visibilidade internacional e desvalorizar ativo milionário.
Além disso, o clube passa a encarar pressão da própria torcida, já que o investimento no ídolo europeu previa protagonismo em jogos decisivos. Sem Depay, a produção ofensiva cai e exige soluções de emergência que encarecem o planejamento de temporada.
O que você acha? O Corinthians deve poupar Depay até ter 100% de certeza sobre sua recuperação ou arriscar um retorno rápido para salvá-lo da exclusão na Copa? Para acompanhar mais, acesse nossa cobertura completa.

