Corinthians — A convocação final de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo frustrou a expectativa alvinegra: Hugo Souza perdeu a vaga de terceiro goleiro para Weverton, decisão explicada pelo treinador como “prioridade à experiência”.
- Em resumo: Weverton, de 38 anos, herdou o posto por já ter disputado o último Mundial.
- Hugo Souza deve ser observado novamente no ciclo que levará à próxima Copa, segundo o técnico.
Experiência de Weverton pesa na escolha
Ancelotti deixou claro que a pressão de um torneio do tamanho da Copa exige perfis prontos para decisões imediatas. O italiano reconheceu a fase de Hugo Souza no Corinthians, mas justificou que, diante da incerteza física de Alisson e da oscilação de Ederson, preferiu o conhecimento de ambiente que Weverton acumulou em 2022. A lógica segue recomendações históricas da Fifa sobre gestão de elenco em Mundiais.
No planejamento do treinador, a curva de aprendizado de um goleiro em Copas não comporta testes durante o torneio. Por isso, mesmo sem ter sido utilizado nas eliminatórias, o veterano chegou à lista derradeira.
“Em algumas posições, como a de goleiro, demos preferência para atletas mais experientes. Por isso, a escolha pelo Weverton, do Grêmio, porque é um jogador experiente que não precisamos testar. Não o testamos, mas sabemos do seu valor neste tipo de competição, porque eles estão acostumados com isso”
A declaração sublinha que, para Ancelotti, a confiança em Weverton não depende de minutos em campo nesta temporada, mas da familiaridade do arqueiro com a pressão de jogos eliminatórios.
Corintiano fica no radar para o ciclo 2030
Apesar da ausência, o treinador sinalizou portas abertas para Hugo a partir do próximo ciclo. A avaliação interna é que o goleiro de 25 anos reúne atributos de longo prazo e pode assumir maior protagonismo quando Alisson e Weverton encerrarem a carreira internacional.
“Sinto muito que outros não estejam aqui, como Bento e Hugo Souza. Sinto muito, estou triste, mas eles terão, assim como outros jovens que não estiveram nesta convocação, a oportunidade no projeto para a próxima Copa do Mundo”
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O discurso ameniza o impacto imediato da exclusão e serve como motivação: Hugo já revelou que a taça do Mundial é o papel de parede de seu celular, reforçando a obsessão pelo torneio.
Análise: risco e recompensa de apostar em experiência no gol
A decisão de Ancelotti mantém a tradição brasileira de levar ao menos um goleiro veterano, prática considerada preventiva em caso de lesões ou panes emocionais. O movimento, no entanto, adia a transição de geração: se Weverton não jogar, o próximo ciclo começará sem um reserva testado em Copa, repetindo dilema visto após 2022.
Para Hugo Souza, o recado é claro: desempenho no Corinthians deve ser sustentado até as próximas janelas da Seleção, quando o staff técnico pretende injetar juventude em posições hoje dominadas por nomes experientes.
No penúltimo parágrafo, vale lembrar que a editoria Copa do Mundo do Tribuna Futebol acompanha cada passo da Seleção e deve detalhar as primeiras atividades de Weverton no grupo.
O que você acha? A experiência de Weverton justifica deixar Hugo Souza fora ou a Seleção perdeu a chance de renovar a posição? Para acompanhar mais, acesse nossa cobertura completa.

