Renan Lodi — O lateral do Atlético-MG reconheceu que uma escolha de momento custou a vaga na última Copa e explicou por que não consegue voltar ao radar da Seleção Brasileira.
- Em resumo: Lodi crê que seis meses a mais em Belo Horizonte teriam garantido presença no Mundial.
- Jogador não atua pela Seleção desde 2023 e segue fora das observações de Carlo Ancelotti.
Timing que custou o Mundial
O lateral esquerdo desabafou sobre a decisão de deixar a Europa e chegar ao Atlético-MG apenas no meio da temporada passada. Segundo ele, o atraso o impediu de criar casca competitiva suficiente para convencer a comissão técnica canarinha. Em entrevista franca, Lodi reconheceu que o planejamento pessoal falhou justamente quando o Brasil buscava alternativas para a posição.
Ao lembrar o processo de convocação, Lodi destacou que sua curva de desempenho ainda era incerta quando o grupo da Copa foi fechado. A admissão coloca luz sobre um detalhe pouco discutido: a janela de adaptação de quem retorna do exterior ao calendário nacional costuma ser curto, e qualquer tropeço vira obstáculo quase intransponível — algo que a própria Confederação Sul-Americana de Futebol aponta em guias de preparação de seleções.
“Se eu tivesse chegado seis meses antes ao Galo, eu tava na Copa”.
O lamento resume a frustração do atleta. Ele sustentou que a adaptação a Belo Horizonte foi mais lenta do que o previsto, e, sem sequência convincente, o nome acabou perdendo força na lista final para o Mundial.
Oscilações e a sombra da concorrência
Além do fator tempo, o próprio desempenho coletivo do Atlético-MG não ajudou. As mudanças de comando — Jorge Sampaoli primeiro, depois Gabriel Milito — impuseram variações táticas que afetaram o rendimento do camisa 13. Em meio a instabilidade do clube, Lodi enfrentou sequência de altos e baixos que o afastou dos holofotes necessários para reconquistar a camisa 6 da Seleção.
“Claro que quando eu cheguei aqui eu tinha esse objetivo (Copa do Mundo). Teve a chegada do Jorge Sampaoli com alguns momentos que nós não estávamos tão bem, alguns momentos com o professor (Domínguez) aqui também a gente estava oscilando bastante”.
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A declaração escancara que a inconsistência coletiva pesou tanto quanto o preparo físico individual. Nem mesmo a fama construída no Atlético de Madrid foi suficiente para blindá-lo do efeito sanfona de um time em reconstrução.
Análise: a lateral esquerda em disputa aberta
O relato de Renan Lodi reforça um cenário já observado desde a última Copa: a lateral esquerda da Seleção segue sem dono fixo. Com Marcelo fora do radar e Alex Sandro alternando bons e maus momentos, a chegada de Carlo Ancelotti promete nova filtragem nos convocados. O técnico busca regularidade, critério que Lodi admite não ter alcançado até agora.
Nesse contexto, cada rodada do Brasileirão vira teste de fogo. Jogadores como Guilherme Arana e Caio Henrique, por exemplo, disputam espaço com desempenhos sólidos e podem sair na frente se mantiverem constância. Lodi sabe que o caminho para reconvocar passa por desempenho sustentado e, sobretudo, por não repetir o “erro de timing” confessado.
O que você acha? A autocrítica de Renan Lodi mostrará resultado ou a lateral canarinha deve ganhar novo dono? Para acompanhar mais análises sobre a Seleção, acesse nossa cobertura completa.

