Fluminense — A rápida ascensão de Jefferson Savarino nas Laranjeiras ganhou novo contorno após vir a público que o zagueiro Alexander Barboza aconselhou o venezuelano a trocar o Botafogo pelo rival carioca, movimentação que hoje se mostra decisiva para o atual momento do meia-atacante.
- Em resumo: Barboza admitiu que sugeriu a saída de Savarino quando o colega não se sentiu valorizado no Botafogo.
- Savarino soma 24 jogos e oito participações em gols pelo Tricolor na temporada.
Bastidor do conselho que mudou o destino de Savarino
O relato surgiu na entrevista pós-jogo de Barboza, logo após a vitória alvinegra sobre o Corinthians. Ao revelar o conselho, o defensor escancarou a percepção interna de que Savarino não recebia o reconhecimento esperado em General Severiano. O conteúdo reforça a ideia de que detalhes de gestão de elenco podem pesar tanto quanto questões técnicas em negociações de mercado, algo que a Confederação Brasileira de Futebol registra com frequência em transferências domésticas.
Para o Fluminense, a oportunidade foi quase cirúrgica: contratar um jogador de 29 anos, adaptado ao futebol nacional e motivado a provar valor. Já para o Botafogo, o episódio adiciona mais uma camada de autocrítica sobre perdas recentes de ativos importantes.
“Fui eu que falei com o Savarino, quando ele não estava sendo valorizado pelo clube, que ele tinha que sair. Eu sinto que sempre trabalhei demais para ser valorizado. Então, eu falei mesmo com o Savarino. E falei com ele. E minhas palavras para ele foram, se você não está sendo valorizado aqui, tem que sair. Porque se não agora, é dentro de uma semana para outro clube”
O desabafo traduz um sentimento recorrente nos vestiários: o temor de estagnação quando o clube não demonstra confiança no atleta. Ao expressar a própria experiência, Barboza tornou-se ponte entre insatisfação e ação concreta.
Decisão confirmada e efeitos imediatos no Tricolor
Logo após o conselho, Savarino acertou com o Fluminense e tornou-se peça-chave na engrenagem ofensiva de Luis Zubeldía, atuando ao lado de Lucho Acosta. Os números inicias — cinco gols e três assistências em 24 partidas — sustentam a narrativa de que a mudança beneficiou tanto jogador quanto clube.
“E ele escolheu, não, escolheu não, tiraram ele, né? E ele foi para o Fluminense. Então, como eu posso falar uma coisa para ele, que é meu amigo, e eu fazer o contrário? Não tem como. Então, quando eu não me senti valorizado, eu falei, tá, então, perfeito. Só falei que eu tinha que decidir, se ir para um ou ir para outro clube”
Nesta segunda fala, Barboza reforça a coerência entre discurso e prática: também está de saída, rumo ao Palmeiras, repetindo a lógica de buscar ambientes onde se sinta reconhecido. O paralelo amplia o debate sobre processos de valorização dentro do Botafogo.
Análise: gestão de ativos e percepção de valor
Os relatos de Barboza evidenciam que, no Botafogo, a insatisfação de peças importantes pode se transformar em porta de saída quando o reconhecimento não acompanha o desempenho. Do outro lado, o Fluminense capitaliza situando-se como destino atraente para atletas experientes à procura de protagonismo. O caso confirma como bastidores e clima interno influenciam diretamente o desenho competitivo da temporada.
O que você acha? A diretoria do Botafogo falhou na valorização de Savarino ou o Fluminense foi mais ágil em enxergar a oportunidade? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

