Atlético-MG — O zagueiro Junior Alonso deixou claro, após a partida contra o Mirassol, que sua permanência no Galo não está garantida e depende de eventuais propostas que possam chegar ainda nesta temporada.
- Em resumo: contrato acaba em dezembro e ele pode assinar pré-contrato em julho.
- Paraguaio diz não ter acerto fechado, mas admite negociar se surgir oferta.
Contrato na reta final acende alerta no Galo
Alonso, em sua terceira passagem pelo clube, vive momento decisivo: o vínculo encerra-se ao término de 2026, liberando-o para negociar gratuitamente a partir do meio do ano. A situação coloca pressão na diretoria, que já avalia cenários para não repetir perdas recentes de jogadores em fim de contrato.
Responsável direto pelos títulos do Brasileirão e da Copa do Brasil em 2021, o defensor soma 239 jogos e quatro gols pelo Atlético. O histórico robusto o transforma em peça valiosa dentro e fora de campo. No entanto, segundo o regulamento da CBF, atletas com seis meses restantes de contrato podem firmar pré-acordo com qualquer equipe, ampliando o risco de saída sem compensação financeira.
“Falaram que eu tinha acordo com um clube. Isso é falso. No início do ano, tive uma conversa com uma pessoa do Atlético. Chegamos em um acordo. Se tiver uma proposta, podemos negociar. É isso, não tem nada fechado”.
A declaração pública, concedida ao Globo Esporte, funciona como recado duplo: tranquiliza torcedores sobre boatos de despedida imediata, mas reforça que o caminho está livre para tratativas caso surja uma oferta considerada vantajosa.
Mercado pós-Copa pode intensificar investidas
Enquanto a torcida celebra cada desarme do paraguaio, empresários já monitoram o calendário internacional. Clubes de fora veem em Alonso um defensor experiente, multicampeão e, sobretudo, acessível financeiramente a partir de julho. O próprio atleta reconhece que o próximo ciclo de contratações tende a ser movimentado.
“Obviamente, depois do Mundial, teremos uma janela de oportunidades maior ainda. Veremos o que acontece”.
![]()
Ao mencionar o cenário pós-Copa, o zagueiro explica que a competição costuma inflacionar o mercado, abrindo portas para negociações internacionais. Para o Atlético-MG, isso significa concorrentes dispostos a oferecer salários e projetos esportivos que, por vezes, superam a capacidade de investimento do futebol brasileiro.
Análise: planejamento de elenco sob risco
Os fatos demonstram que o Atlético-MG precisa agir rápido para evitar perda técnica e financeira. Se resolver vender o jogador na próxima janela, o clube arrecada e mantém controle sobre reposição. Caso opte por segurá-lo até dezembro, ganhará experiência em campo, mas corre o risco de vê-lo sair de graça — cenário que afeta planejamento orçamentário e força busca emergencial por substituto.
Além disso, o tema reforça debate recorrente sobre gestão de contratos longos e renovação antecipada. Jogadores com forte identificação, como Alonso, costumam negociar com menor rigidez se o clube demonstra clareza e reconhecimento antes do prazo crítico dos seis meses.
O que você acha? Deve o Galo negociar agora ou segurar o zagueiro até o fim da temporada? Para acompanhar mais notícias do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

