Athletico-PR — Depois de segurar o Flamengo no último domingo, a diretoria rubro-negra avançou nos bastidores e abriu conversas para repatriar o atacante Rony, hoje com pouca minutagem no Santos, mirando a janela de transferências do meio do ano.
- Em resumo: Petraglia lidera as tratativas para ter Rony de volta.
- Preço pago pelo Santos e salário acima do teto paranaense travam o acordo.
Furacão quer profundidade ofensiva
O empate por 1 a 1 contra um dos favoritos ao título expôs que o elenco athleticano carece de alternativas no terço final do campo. A avaliação interna é de que Viveros precisa de um parceiro de características parecidas, alguém capaz de atuar centralizado e, quando necessário, aberto pelos lados.
Rony preenche esses requisitos. Foi no Athletico que ele ganhou destaque nacional há algumas temporadas, empilhando atuações decisivas nas competições locais. De volta à Arena da Baixada, teria ambiente favorável para retomar o protagonismo e dividir a linha de frente armada por Odair Hellmann.
O tempo, porém, joga contra. O clube trabalha com a janela que se abre em julho e, de acordo com o regulamento de inscrições da Confederação Brasileira de Futebol, o registro de novos atletas exige conclusão das tratativas antes do limite de envio de listas.
Negociações esbarram no custo do negócio
Apesar do interesse mútuo, o Santos investiu R$ 18 milhões no atacante no início da temporada ao comprá-lo junto ao Atlético-MG. O contrato assinado vai até o fim de 2029, e o ordenado mensal extrapola o teto fixado pela diretoria do Furacão para reforços dessa faixa etária.
A intenção de Mario Celso Petraglia é costurar um empréstimo sem taxa de vitrine, assumindo apenas parte dos vencimentos. Do lado santista, a escassez de minutos sob o comando de Cuca pode abrir brecha para liberação, desde que o Athletico compense financeiramente a operação.
Internamente, existe convicção de que o retorno do atacante agregaria imposição física e versatilidade ao modelo de jogo. O cuidado, no entanto, é não comprometer o orçamento anual traçado para outros setores que também exigem reforços, como a lateral direita e o meio-campo criativo.
Análise: impacto financeiro versus necessidade esportiva
O movimento revela como a diretoria pesa risco e recompensa em plena temporada. De um lado, há a chance de resgatar um jogador com identificação imediata com a torcida e currículo recente de boas campanhas nacionais. Do outro, o investimento necessário escapa do padrão salarial paranaense e pode gerar desequilíbrio interno se não for bem negociado.
Além disso, o Furacão já convive com compromisso de folha alto para o porte do clube. Injetar mais um salário robusto exige contrapartidas de performance que não estão garantidas, já que Rony vive momento irregular desde a chegada à Vila Belmiro. A cautela, portanto, é parte do pacote.
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