Micale detona Ancelotti por encostar Neymar na Copa do Mundo

Seleção Brasileira — A eliminação do Brasil no Mundial ainda repercute, e o técnico Rogério Micale disparou críticas ao comandante Carlo Ancelotti por, segundo ele, ter deixado Neymar “encostado” em pleno auge do torneio.

  • Em resumo: Micale afirma que Ancelotti desperdiçou o talento de Neymar ao utilizá-lo em apenas duas partidas.
  • Treinador defende a presença do craque até na Copa de 2030, apesar de o próprio jogador ter sinalizado aposentadoria da Seleção.

Comparação direta com Messi, Cristiano e Salah

Micale, hoje no Londrina, relembrou o padrão de protagonismo concedido a outras estrelas nos seus países e criticou a abordagem do italiano. Para ele, Neymar deveria ter recebido tratamento semelhante ao dado a nomes como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, que receberam pleno respaldo de suas seleções em edições recentes da Copa, conforme destaca a documentação oficial da FIFA.

Na visão do ex-comandante olímpico, o peso técnico e simbólico de Neymar jamais poderia ter sido subestimado em um torneio de tamanha repercussão.

“Neymar, para mim, é o melhor jogador brasileiro. Para mim, quem sou eu para falar do Ancelotti, mas o Neymar tinha que ser melhor aproveitado, assim como o Messi é, como o Cristiano Ronaldo é, como o Salah… Eu tive a oportunidade de trabalhar no Egito e vi que existe todo um trabalho para o Salah poder render”

A fala evidencia o contraste entre a gestão de elenco brasileira e a de outras seleções, que estruturam esquemas táticos inteiros em torno de seus craques para potencializar o desempenho coletivo.

Físico de Neymar e futuro até 2030 entram em debate

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Questionado sobre o próximo ciclo mundialista, Micale foi taxativo ao dizer que pagaria ingresso para ver Neymar “com o mínimo de condição” em campo, apesar de o atacante ter declarado que 2026 foi sua despedida em mundiais. O treinador enxerga uma reformulação profunda na Seleção, mas discorda de que a idade ou o histórico recente de lesões do camisa 10 justifiquem sua ausência definitiva.

“Em relação ao próximo ciclo, eu quero ver o Neymar em campo. Eu pago ingresso para ver o Neymar. Tem muitos jogos no Brasil que eu não iria nem recebendo convite. Se o Neymar estiver participando, com o mínimo de condição, eu vou ao estádio. O Neymar é indiscutível”

A declaração reforça a dimensão mercadológica do atleta: além do aporte técnico, Neymar segue sendo fator de bilheteria e audiência, algo vital para a Confederação em processos de renovação.

Análise: a gestão de estrelas na Seleção

As críticas de Micale expõem um ponto sensível na transição de comando da Seleção Brasileira: equilibrar renovação com a manutenção de atletas consagrados. O episódio mostra que, mesmo em cenários de lesão ou condicionamento físico questionável, jogadores de alto impacto costumam receber tratamento diferenciado em outras equipes nacionais. O modelo brasileiro, porém, parece ter optado por uma meritocracia estrita de rendimento momentâneo, o que gerou discussão sobre pragmatismo versus hierarquia técnica.

Ao colocar Neymar fora do eixo central, Ancelotti sinalizou prioridade ao coletivo em detrimento da figura do craque. Micale contesta essa decisão, sugerindo que o peso psicológico e a experiência do camisa 10 poderiam ter mudado o rumo da campanha, ainda que sua forma física não fosse a ideal.

O que você acha? Neymar deveria ter sido titular absoluto mesmo sem 100% de forma física? Para acompanhar mais análises sobre a Seleção, acesse nossa cobertura completa.


Paulo dos Santos acompanha futebol desde criança, hábito que começou assistindo aos jogos com a família e se manteve ao longo dos anos. Com o tempo, passou a escrever sobre partidas, analisando escalações, desempenho dos times e os principais momentos de cada rodada. Na Tribuna Futebol, produz conteúdos sobre jogos nacionais e internacionais, sempre buscando explicar o que aconteceu em campo de forma simples e objetiva para o leitor.