Botafogo — O futuro de Álvaro Montoro voltou ao centro das atenções em General Severiano após o surgimento do River Plate como possível destino para o meio-campista, cuja permanência no clube carioca nunca pareceu tão incerta.
- Em resumo: River Plate monitora Montoro e pode formalizar oferta a qualquer momento.
- Meia também figura no radar de clubes europeus, o que eleva a pressão interna por uma definição.
Interesse argentino agita bastidores alvinegros
Segundo informação revelada pelo site Globo Esporte e confirmada pela reportagem, dirigentes do River Plate acompanham de perto a situação contratual de Montoro. O tradicional clube de Buenos Aires, que já negocia o retorno de Thiago Almada ao futebol sul-americano, enxerga no jovem do Botafogo uma oportunidade de mercado e estuda apresentar proposta “nos próximos dias”, de acordo com pessoas ligadas à negociação. O assédio internacional reforça o status de promessa que acompanha o meia desde que desembarcou no Rio.
No Botafogo, a expectativa é de que qualquer oferta atendendo ao valor de mercado estabelecido no último balanço financeiro seja avaliada com atenção. A diretoria alvinegra, que trabalha para equilibrar as contas nesta janela, entende que a venda de ativos pode ser inevitável, mas prefere evitar a saída em condições desfavoráveis. Conforme apurou o clube junto à Confederação Brasileira de Futebol, a rescisão dependeria ainda do pagamento de taxas de solidariedade internacional por formação.
Montoro pondera sonho europeu e momento do clube
Contratado como aposta de alto potencial, o meia viveu um ano de oscilação: arrancou bem, perdeu espaço após mudanças táticas e recuperou minutos na reta final. Mesmo assim, seu perfil — jovem, com passaporte sul-americano e experiência internacional de base — continua atraente para o mercado europeu, onde interlocutores de Espanha e Portugal já perguntaram sobre valores.
Análise: venda imediata ou aposta de longo prazo?
A diretoria do Botafogo se vê diante de um dilema recorrente nos clubes brasileiros: lucrar agora ou proteger um ativo que pode render mais adiante. A crise financeira que se arrasta desde a última temporada pressiona por caixa, mas abrir mão de Montoro em 2024 significaria desmontar parte da reposição no meio-campo, sobretudo se outras saídas forem confirmadas.
Por outro lado, a eventual proposta do River Plate pode funcionar como termômetro do mercado. Caso o valor fique abaixo da expectativa, vender seria considerado precipitado. Caso supere, o Alvinegro poderia financiar reforços pontuais e ainda manter margem para negociar metas de desempenho — prática comum nas transferências recentes envolvendo jovens sul-americanos.
O que você acha? Botafogo deve segurar Montoro para valorizá-lo ou aceitar a investida do River Plate? Para acompanhar mais bastidores do Glorioso, confira nossa cobertura completa.


