São Paulo — Rumor quente sacudiu o Morumbi: o volante paraguaio Damian Bobadilla, um dos destaques tricolores na temporada, estaria próximo de um acerto com um clube italiano, segundo revelou o jornalista Orlando Riveros em emissora de rádio do Paraguai.
- Em resumo: Riveros afirma que a transferência de Bobadilla para a Itália “já está perto de dar-se”.
- Tricolor detém apenas 60% dos direitos econômicos do jogador e precisará negociar bem para lucrar.
Interesse italiano ganha força
Ao comentar sobre atletas sul-americanos visados por clubes europeus, Orlando Riveros citou explicitamente o nome de Bobadilla. Para o jornalista, a porta de saída do Brasil se abriu de vez depois da vitrine do último Mundial e da boa atuação do volante pelo São Paulo. Em entrevista à rádio, ele destacou que a sondagem de uma equipe da Série A italiana evoluiu nos bastidores, embora o nome do possível destino não tenha sido revelado. Detalhes como valores ou tempo de contrato também seguem em sigilo, mas a possível mudança de continente mexe com a torcida e com o planejamento do clube paulista, que disputa o Brasileirão relatado pela Confederação Brasileira de Futebol.
Riveros argumenta que a boa rodagem internacional do atleta — ele disputou a Copa do Mundo e foi titular em parte da campanha são-paulina em 2026 — aumentou a concorrência por seu futebol, sobretudo em ligas que valorizam volantes de bom passe e intensidade física.
“Estes três jogadores têm um destino europeu. Um já está logo na Europa, mas vai dar o salto. Atendam isto. Um deles é Damian Boadilla, que em algum momento, de fato, estava no interesse de um time da Itália. E isso pode refletir agora”.
A fala de Riveros evidencia que as conversas não são meras especulações: o intermediário que repassou as informações ao jornalista indicaria estágio avançado de tratativas.
Impacto financeiro para o Tricolor
Contratado em caráter definitivo em 2024, Bobadilla pertence 60% ao São Paulo. Isso significa que, caso a negociação seja concluída, apenas parte da quantia encerrará o mês nos cofres do Morumbi. A diretoria, portanto, precisa maximizar o valor pedido para reduzir o efeito da fatia destinada aos parceiros que detêm os 40% restantes.
“Damian Boadilla pode deixar o futebol brasileiro para ir para a Europa. Muito provavelmente isso aconteça. Se esta pessoa me disse, é porque já está perto de dar-se”.
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Com essa declaração, Riveros reforça que o acordo estaria em fase adiantada. O jornalista não chegou a mencionar cifras, mas nos bastidores são-paulinos cresce o consenso de que só uma proposta robusta compensará a perda de um titular absoluto que, em 2026, registrou 28 partidas, três gols e cinco assistências.
Análise: venda necessária, mas arriscada
Os balanços recentes do São Paulo mostram necessidade de gerar receitas com transferências. Bobadilla, valorizado pela vitrine do Mundial e pela boa produtividade, tornou-se principal ativo de mercado. No entanto, a participação minoritária no passe do atleta impõe desafio: se o clube de fato não receberá 100% da venda, apenas um valor acima da média do mercado sul-americano justificará perder um pilar do meio-campo em plena disputa de competições nacionais e continentais.
Além disso, vender agora significa reestruturar o elenco às pressas. O perfil de marcação e saída de bola do paraguaio não encontra reposição imediata interna, o que pode obrigar nova investida no mercado — justamente num momento em que o Tricolor busca equilibrar contas.
O que você acha? O São Paulo deve negociar Bobadilla mesmo recebendo só 60% da venda? Para acompanhar mais notícias do Tricolor, acesse nossa cobertura completa.


