Cruzeiro — A torcida celeste se despediu de Kauã Prates em clima de gratidão e expectativa. Aos 17 anos, o lateral-esquerdo embarca para a Alemanha para defender o Borussia Dortmund, coroando uma transferência avaliada em 10 milhões de euros que reforça o caixa da Raposa, mas deixa um vazio imediato na lateral.
- Em resumo: Kauã foi vendido por €10 mi fixos, com até €3 mi em bônus, e parte aos 17 anos para o futebol alemão.
- A saída obriga o Cruzeiro a repensar a posição e já acelera a busca por reposições no elenco.
Negócio milionário muda rota do lateral
O acerto entre Cruzeiro e Borussia Dortmund ocorreu em janeiro e incluiu 10 milhões de euros garantidos — aproximadamente R$ 60 milhões — além de possíveis 3 milhões em bonificações por metas. A operação torna Kauã um dos maiores negócios recentes da base celeste, confirmando a projeção internacional do atleta. Segundo dados divulgados pela UEFA, o mercado europeu segue atento aos talentos brasileiros, e o interesse alemão no jovem confirma essa tendência.
Formado na Toca da Raposa, o lateral chegou ao clube aos 10 anos e subiu ao profissional em 2025. Desde então, disputou 18 partidas e marcou um gol antes de sofrer lesão muscular na coxa direita, o que reduziu sua sequência na equipe principal. Cumprido o período de recuperação, ele agora se prepara para completar 18 anos em 12 de agosto, data que permitirá o registro oficial no novo clube.
“Cheguei ao Cruzeiro com apenas 10 anos. Era um menino cheio de sonhos, vestindo essa camisa com o coração acelerado e a certeza de que faria de tudo para honrá-la. Agora aos 17, me despeço levando comigo uma história que mudou a minha vida.”
O texto publicado nas redes sociais traduz o peso emocional do momento. Mais do que uma transação de alto valor, a venda sela uma trajetória de sete anos marcada por desenvolvimento técnico e identificação com a Raposa.
Raposa corre para preencher a lacuna na defesa
A diretoria celeste moveu peças rapidamente. Sem Kauã Prates e também sem Kaiki Bruno, o clube contratou Gabriel Rojas e passou a observar o jovem Kauã Moraes, solução caseira que pode ganhar minutos em breve. A lógica é clara: manter a competitividade enquanto novos nomes se adaptam ao sistema do técnico.
“Encerro um capítulo muito importante da minha vida, mas saio com o coração cheio de orgulho e gratidão. Obrigado por tudo, Cruzeiro. Essa camisa sempre fará parte de quem eu sou.”
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Na segunda mensagem de despedida, o jogador reforça a ligação com o clube e reconhece o apoio recebido desde as categorias de base. O recado ecoa entre torcedores que, embora celebrem o retorno financeiro, se preocupam com a reposição imediata.
Análise: o dilema entre formar e vender
A negociação que leva Kauã Prates à Bundesliga sintetiza um desafio recorrente para times brasileiros: equilibrar a necessidade de receita com a manutenção de talentos esportivos. A saída precoce de destaques da base garante alívio financeiro, mas impõe reformulações constantes ao elenco, testando planejamento e scouting. No caso do Cruzeiro, o aporte de €10 mi chega em momento estratégico, porém obriga a diretoria a acelerar a integração de reforços e jovens promissores.
Enquanto o Borussia Dortmund adiciona mais um brasileiro ao projeto de desenvolvimento de atletas, a Raposa aposta na capacidade de revelação contínua para sustentar competitividade a médio prazo.
O que você acha? A venda era inevitável ou o Cruzeiro poderia segurar o lateral por mais tempo? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.


