Seleção Brasileira — A goleada por 3 a 0 sobre o Haiti animou o torcedor, mas Paulo Nunes advertiu que a campanha na Copa do Mundo ainda esconde um problema grave: o rendimento de Marquinhos e Gabriel Magalhães na defesa, setor que Carlo Ancelotti mais preza.
- Em resumo: comentarista vê evolução ofensiva, mas expõe fragilidade dos zagueiros titulares.
- Partida teve transmissão da Globo e do SporTV e deixou o Brasil na liderança do Grupo C.
Meio e ataque recebem aval
Participando do Jornal Nacional, Paulo Nunes destacou que a equipe ganhou criatividade ao reposicionar Lucas Paquetá e oferecer mais bolas em profundidade para Vinícius Júnior. Segundo ele, a movimentação de Matheus Cunha deu novo fôlego ao setor ofensivo, refletindo em placar confortável diante dos haitianos.
O ex-atacante também lembrou que a combinação entre mobilidade e passe vertical cria o panorama que Carlo Ancelotti sempre buscou desde o ciclo inicial de preparação. Para quem ainda desconfiava da produção ofensiva, o jogo serviu como resposta contundente, ainda que contra um adversário de menor expressão. Mais detalhes sobre a tabela e estatísticas gerais da competição estão disponíveis no site oficial da FIFA.
“Evoluiu. Principalmente no meio de campo, trazendo Paquetá para trás e de frente para o gol, o passe saiu melhor e o entendimento do meio foi outro. E na frente. A bola chegou com mais qualidade e nas costas, como o Vini Jr gosta de atuar, além da movimentação do Matheus Cunha. Então eu gostei muito desses dois setores”.
A fala reforça que a mudança tática não só destravou o passe, como também potencializou a principal virtude de Vinícius Júnior: a infiltração em velocidade. O entrosamento evidenciado contra o Haiti projeta um Brasil mais agressivo para a fase eliminatória, desde que o outro lado do campo faça sua parte.
Queda dos zagueiros liga o sinal de alerta
Se o ataque empolgou, a retaguarda causou estranhamento. Marquinhos e Gabriel Magalhães, considerados pilares do sistema de Ancelotti, mostraram posicionamento deficiente e aparente cansaço físico. O cenário é preocupante porque a defesa costuma ser a vitrine do treinador italiano, conhecido pelo trabalho meticuloso no setor.
“Por incrível que pareça, aquilo que o Ancelotti mais gosta e mais trabalha, o sistema defensivo. O Marquinhos e o Gabriel Magalhães estão muito abaixo tecnicamente e fisicamente. O posicionamento não está legal. Não sei se isso é parte técnica ou mental. Acabaram de jogar uma Champions League e o desgaste é muito grande”.
Para Paulo Nunes, a maratona continental pode ter cobrado seu preço, deixando os zagueiros lentos na recomposição. A preocupação cresce porque, depois do Haiti, virão ataques mais qualificados; qualquer erro tende a ser punido com rigor em mata-mata de Copa do Mundo.
Com quatro pontos e saldo superior ao de Marrocos, o Brasil decide a primeira fase contra a Escócia na próxima quarta-feira, partida para a qual Neymar deve, ao menos, ficar entre os relacionados. Se a defesa não reagir de imediato, o ímpeto ofensivo pode não ser suficiente para blindar o sonho do hexacampeonato. Na visão de analistas, Ancelotti terá de equilibrar desgaste físico e ajustes táticos nos treinos que antecedem o duelo.
O que você acha? A dupla de zaga deve ser mantida ou é hora de testar alternativas? Para acompanhar todas as novidades do torneio, acesse nossa cobertura completa.


