Bahia — A transferência de Gilberto para o Athletico-PR desencadeou uma mudança estratégica no Tricolor: em vez de buscar reposição imediata, a diretoria coloca todas as fichas no argentino Roman Gomez para o segundo semestre.
- Em resumo: Roman Gomez vira titular absoluto sem que o clube vá às compras.
- Economia salarial e confiança na base sustentam a aposta interna.
Economia abre caminho para a virada de chave
Com 33 anos e um dos vencimentos mais altos do elenco, Gilberto deixaria o Bahia no fim da temporada. A proposta do Athletico-PR apenas antecipou o adeus, liberando espaço na folha e acelerando um movimento que já era considerado pela diretoria. Segundo informações da CBF, a gestão de custos é tema recorrente entre clubes que disputam o calendário nacional cada vez mais apertado.
Sem o veterano, a comissão técnica recebe sinal verde para testar soluções internas — e a principal delas é Roman Gomez. Contratado por R$ 16,1 milhões na primeira janela de 2026, o argentino foi o investimento mais alto do time no ano e agora assume a responsabilidade de transformar esse valor em rendimento em campo.
Versatilidade do elenco dá suporte à escolha
Além de Gomez, o Bahia conta com Marcos Victor, zagueiro que voltou de empréstimo ao Santa Clara e agrada pela polivalência. O técnico também já usou Acevedo improvisado na função, mas a ideia é recolocar o uruguaio no meio-campo, reforçando a convicção de que a lateral ficará sob os cuidados do argentino.
Internamente, o entendimento é que qualidade técnica e adaptação rápida justificam a confiança. A direção sinaliza que, caso o cenário mude, o mercado só será acionado na próxima janela, evitando decisões precipitadas que poderiam comprometer o planejamento financeiro.
Análise: risco calculado ou aposta excessiva?
A saída de um líder experiente como Gilberto expõe duas faces da decisão tricolor. De um lado, a economia salarial e a valorização de quem já está no elenco se alinham à busca por sustentabilidade, discurso cada vez mais forte na Série A. De outro, o desempenho imediato de Roman Gomez torna-se determinante: se o argentino corresponder, a estratégia será elogiada como visão de longo prazo; caso contrário, poderá ser apontada como falha de reposição.
O desfecho também afeta a posição do Bahia na tabela. Em um campeonato longo, carência em funções específicas costuma custar pontos importantes. Portanto, o clube joga alto: banca um jogador caro e evita novas despesas, mas deixa pouca margem para imprevistos.
Qual a sua opinião? O Bahia fez certo ao não contratar outro lateral ou deveria ter ido ao mercado? Para acompanhar mais decisões do Tricolor no Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.


