Bahia — A trajetória inicial de Roman Gomez no Tricolor ganhou contornos de novela: contratado como solução para a lateral-direita, o argentino perdeu espaço e hoje luta para provar que pode ser titular novamente.
- Em resumo: Contratações e improvisos acirraram a disputa pela posição, deixando o novo reforço em segundo plano.
- Apesar da queda de status, o jogador diz que “ainda há muito caminho” com a camisa tricolor.
Concorrência inesperada na lateral-direita
Quando chegou a Salvador, Roman Gomez parecia ter o cenário ideal: a saída de Santi Arias abriu vaga, e o veterano Gilberto se recuperava de uma apendicite. No entanto, a hierarquia mudou logo que Rogério Ceni enxergou potencial em Acevedo, volante de origem, para ocupar o setor. A estratégia funcionou: o uruguaio ganhou minutos, elogiou o treinador e terminou o semestre como o atleta mais utilizado na posição — dado confirmado pelo site oficial da CBF.
Com isso, o argentino viu suas participações despencarem. Nas partidas decisivas do Baiano e da Libertadores, falhas defensivas transformaram dúvidas internas em críticas públicas, dificultando a construção de uma sequência positiva.
Contrato longo sustenta otimismo
Mesmo em baixa, Roman decidiu mostrar resiliência. Em suas redes sociais, publicou um vídeo com melhores momentos pelo Bahia e escreveu que “ainda há muito caminho pela frente com a camisa tricolor”. O contrato assinado até o fim de 2030 reforça a aposta da SAF em seu potencial a longo prazo, fator que garante tranquilidade financeira e tempo para adaptação.
Análise: disputa interna redesenha o planejamento
A improvisação bem-sucedida de Acevedo expôs a flexibilidade do elenco e a filosofia de Rogério Ceni, que prioriza meritocracia. Para Roman, o recado ficou claro: currículo e investimento não garantem vaga se o rendimento em campo não acompanhar. A partir de agora, cada treino pode mudar a ordem na lateral, influenciando até decisões futuras no mercado.
Além disso, o Bahia encontrou um dilema comum em clubes que investem alto: proteger a valorização de um ativo recém-adquirido sem prejudicar a competitividade imediata. O próximo semestre será decisivo para medir até onde vai essa paciência.
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