Pedrinho rebate Bap e descarta Leila em polêmica da SAF do Vasco

VASCO — A negociação para a venda de 90% da SAF cruz-maltina acendeu um embate público entre Pedrinho e Bap, presidentes de Vasco e Flamengo, respectivamente, com direito a ameaça de ação judicial e troca de acusações sobre suposta participação de Leila Pereira no acordo.

  • Em resumo: Pedrinho diz que Leila não tem ligação com o investidor e critica Bap por “pitaco” externo.
  • Bap promete ir à Justiça caso o enteado da presidente palmeirense assuma a fatia majoritária da SAF vascaína.

Ataques diretos expõem rivalidade fora de campo

A declaração de Bap, de que levaria o caso aos tribunais, fez Pedrinho reagir com veemência. O vascaíno acusa o dirigente rubro-negro de criar “cortina de fumaça” e lembra que qualquer operação seguirá normas previstas no regulamento da CBF, responsável por chancelar estruturas societárias dos clubes.

Segundo o ge, o investidor mencionado é Marco Lamacchia, enteado de Leila Pereira e herdeiro do grupo que controla a Crefisa. O valor especulado supera os R$ 2 bilhões e, caso concretizado, deixaria o Vasco com parcela minoritária na gestão do futebol.

“Não sei se essa fixação do Bap em dar pitaco na vida alheia é alguma questão pessoal mal resolvida. Deixo claro que a presidente Leila não tem nenhum envolvimento nas negociações com o futuro investidor, e o Vasco não tem nada a ver com o pavor que o Bap tem dela.”

A fala coloca Leila fora da equação e tenta blindar o negócio de possíveis impedimentos regulatórios, indicando que o foco de Pedrinho é diminuir a percepção de conflito de interesses aventada pelo rival rubro-negro.

Transparência promete guiar negociação bilionária

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Pedrinho reforça que o acordo só será formalizado após avaliação de órgãos internos e externos, incluindo conselhos do clube e entidades de controle. Ele ironiza o interesse flamenguista, sugerindo que a licitação do Maracanã e contratos de patrocínio mereceriam a mesma atenção judicial evocada pelo rival.

“Em vez de falar do que não sabe e inventar conflitos onde não existem, o Bap deveria concentrar essa energia enfrentando os seus próprios, como o mesmo patrocinador do campeonato ou a questão da licitação do Maracanã. Será que esses casos não são de Justiça? O Vasco não conduz nada fora da lei.”

A resposta mira em pontos sensíveis da gestão do Flamengo para evidenciar que, na visão cruz-maltina, a preocupação do adversário tem caráter político. Pedrinho garante que o futuro investidor será apresentado publicamente a sócios e torcedores assim que os trâmites estiverem concluídos.

Análise: incerteza jurídica pode atrasar a SAF

A ameaça de ação judicial mostra que o Flamengo pretende testar a legalidade da possível ligação familiar entre o investidor e Leila Pereira, presidente de um clube concorrente. Ainda que não exista regra clara que impeça o negócio, o questionamento eleva o risco reputacional e pode alongar o cronograma de aprovação interna no Vasco. A disputa também reforça o clima de rivalidade institucional entre as diretorias dos dois maiores clubes do Rio.

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Julia Caroline começou a escrever sobre futebol ainda na escola, quando comentava jogos e dividia opiniões em blogs e redes sociais. O interesse virou rotina, e ela passou a acompanhar partidas diariamente, sempre atenta aos detalhes que fazem diferença para o torcedor. Hoje, na Tribuna Futebol, escreve sobre jogos do dia, horários, escalações e onde assistir, com uma linguagem direta e fácil de acompanhar. Torcedora do Flamengo, raramente perde uma rodada importante do futebol brasileiro.