Vasco — Durante a paralisação para a Copa do Mundo, o clube de São Januário decidiu movimentar quatro jovens que já vinham treinando com Renato Gaúcho, recolocando-os no time sub-20 para não perder ritmo competitivo.
- Em resumo: Avellar, Bruno Lopes, Ramon Rique e Zuccarello ganham minutos na base.
- Quarteto retorna ao elenco principal na reapresentação marcada para o dia 22.
Renato monitora atividade do quarteto no sub-20
A estratégia do departamento de futebol foi simples: manter os garotos em ação enquanto o calendário profissional está suspenso. Os quatro vinham sendo relacionados para partidas do Brasileirão antes da interrupção, mas passariam quase um mês sem jogos oficiais se permanecessem apenas treinando com o elenco principal. Para evitar perda de forma, a comissão técnica autorizou a volta temporária ao sub-20.
O movimento reforça o discurso de Renato Gaúcho sobre integração entre base e profissional. Na última coletiva, o treinador já havia sinalizado que pretende lançar mais talentos assim que a competição nacional for retomada, acompanhando diretrizes de desenvolvimento definidas em conjunto com a diretoria e alinhadas às normas técnicas publicadas pela Confederação Brasileira de Futebol.
Planejamento detalhado para a reapresentação
Segundo pessoas ligadas ao departamento de preparação física, cada atleta recebe uma carga de trabalho específica durante o período no sub-20. O principal objetivo é mantê-los em “zona de jogo”, ou seja, com intensidade semelhante à de partidas oficiais do profissional. Essa logística inclui monitoramento de GPS e sessões de força complementares em horários distintos dos demais companheiros de categoria.
O volante Ramon Rique, por exemplo, chegou de compromissos com a Seleção Brasileira sub-20 apenas um dia antes de se reapresentar ao Vasco. Mesmo com o desgaste de dois amistosos contra o Chile em Santiago, completou 90 minutos no segundo jogo e desembarcou no Rio de Janeiro pronto para seguir o cronograma de São Januário. Já Avellar, Bruno Lopes e Zuccarello estavam desde o início da pausa trabalhando no CT Moacyr Barbosa, facilitando o ajuste de carga.
Base ganha espaço e novas caras entram no radar
Além do quarteto, a comissão técnica avalia o zagueiro Bruno André, também recém-chegado de compromissos pela seleção de base. Ao contrário dos colegas, ele ainda passará por bateria de testes físicos antes de ser liberado para treinar entre os profissionais. A decisão final sobre sua inclusão ou não na lista de relacionados sairá poucos dias antes do próximo compromisso oficial.
O movimento marca mais um capítulo da valorização da categoria de base em São Januário. Nos últimos anos, o clube intensificou investimentos em análise de desempenho, psicologia esportiva e intercâmbio internacional para revelar peças capazes de reforçar o elenco principal ou gerar receita em futuras negociações. O atual ciclo, comandado por Renato Gaúcho, aprofunda essa política ao dar minutos a jovens promissores mesmo durante a interrupção das competições.
Internamente, a direção considera o período de Copa do Mundo ideal para testar processos sem a pressão imediata do resultado. Treinos táticos específicos para cada função e avaliações médicas detalhadas compõem o calendário diário. Quando o grupo se reunir novamente no dia 22, todos os indicadores — de potência aeróbica a volume de carga — já estarão consolidados, permitindo ao técnico escalar quem estiver mais pronto.
No planejamento a médio prazo, o Vasco aposta que o amadurecimento acelerado desses talentos pode reduzir custos de mercado e ainda oferecer alternativas de jogo variadas. A experiência adquirida em partidas da base, agora contra adversários igualmente motivados, serve de laboratório para situações de alta exigência no Brasileirão e na Copa do Brasil.
O que você acha? A utilização da base pode fazer diferença na retomada do Brasileirão? Para acompanhar mais análises e bastidores do clube, acesse nossa cobertura completa.


