Fluminense — O desejo tricolor de repatriar o zagueiro Nino ganhou um balde de água fria depois que Felipe Melo detalhou, nas redes, a resposta negativa do Zenit e descartou acerto iminente com o Brasil.
- Em resumo: Zenit não aceitou a oferta carioca por Nino.
- Felipe Melo crê que, se sair da Rússia, defensor seguirá em outra equipe da Europa.
Oferta negada pelo Zenit
Em live recente no Instagram, Felipe Melo confirmou que o Fluminense formalizou proposta para recontratar Nino, zagueiro campeão da Libertadores com o clube. A investida, porém, não passou da mesa diretiva do Zenit, que optou por manter o atleta no elenco. Conforme o volante, não houve sequer discussão sobre salários ou tempo de contrato, contrariamente ao que vinha sendo ventilado em parte da imprensa. Informações semelhantes foram publicadas também pelo portal ESPN Brasil, reforçando a dificuldade de negociação direta com o clube russo.
A estratégia do Flu era trazer Nino para reforçar o sistema defensivo no segundo semestre do calendário nacional, período em que o desgaste físico da equipe costuma ser maior devido ao acúmulo de competições.
“Sim, é verdade que o Fluminense fez uma oferta. Sim, é verdade que o Zenit não aceitou a proposta. E não, não é verdade que ele tenha acertado bases salariais com o Fluminense“, iniciou.
A declaração desmente relatos de bastidores que apontavam um acordo verbal entre o defensor e a diretoria das Laranjeiras, colocando em xeque a expectativa de retorno ainda em 2026.
Tricolor busca alternativas
A negativa russa não encerra o capítulo, mas obriga o departamento de futebol a traçar rotas paralelas. O presidente Mário Bittencourt já havia sinalizado interesse em nomes experientes, e Thiago Silva, recém-liberto do contrato com o Chelsea, segue como opção de impacto.
“E, se ele sair do Zenit, a tendência é que siga na Europa, em algum clube europeu. Pelo menos por agora. Não sei como isso vai se definir daqui a alguns anos”, completou.
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Nesta segunda fala, Felipe Melo reforça que a porta para o Flu não está trancada — apenas longe de ser aberta neste momento. O zagueiro ainda tem mercado ativo em ligas de primeira linha e, segundo empresários do setor, dificilmente reduzirá o patamar salarial para voltar ao futebol brasileiro sem compensação desportiva concreta.
Apesar do revés, internamente o clube trabalha com a hipótese de nova investida na próxima janela, amparado no argumento de que Nino se tornou ídolo da torcida ao erguer o troféu continental. A cúpula também avalia que o ambiente familiar no Rio de Janeiro pode pesar futuramente, caso o atleta sinta necessidade de proximidade com o país de origem.
No entanto, pessoas ligadas à negociação admitem que as condições financeiras são o maior entrave. O mercado russo lida com receitas elevadas de direitos de TV e patrocínios estatais, o que dificulta a concorrência de clubes sul-americanos em igualdade de valores de transferência e salários.
Em paralelo, o técnico Fernando Diniz mantém a defesa em observação. O setor sofreu oscilações no primeiro semestre e, ao longo da temporada, deve enfrentar maratona de jogos pela Série A, Copa do Brasil e possíveis fases decisivas de torneios continentais. Sem Nino, o Fluminense mira atletas com perfil semelhante: liderança em campo, entrosamento rápido e segurança aérea.
O que você acha? A recusa do Zenit indica fim do sonho ou apenas adiamento da volta de Nino? Para acompanhar mais bastidores do Tricolor, acesse nossa cobertura completa.


