Seleção Brasileira — A lista verde-amarela para a próxima Copa do Mundo sofreu alteração relevante após a lesão de Wesley, e Carlo Ancelotti chamou o volante Éderson, de 26 anos, que brilha na Atalanta e tem passagem discreta pelo Corinthians.
- Em resumo: Wesley foi cortado depois de se machucar num amistoso contra o Egito, e Éderson herdou sua vaga.
- A troca reforça o meio-campo e pode render até R$ 2,3 milhões ao Corinthians via mecanismo de solidariedade.
Lesão inesperada muda a lista canarinho
O corte de Wesley foi confirmado pela CBF no início da tarde de domingo. A entidade explicou que exames apontaram lesão muscular sofrida no amistoso realizado um dia antes.
Ancelotti, em vez de buscar outro lateral-direito, preferiu ampliar a concorrência no meio. Assim, Éderson superou nomes badalados como Gerson, Andreas Pereira e Andrey Santos.
A opção sinaliza que o técnico confia em Danilo para ser titular da ala, mesmo que improvisado. Além disso, mantém o padrão de buscar volantes de boa saída de bola sem abrir mão de intensidade defensiva.
Segundo o regulamento da FIFA, seleções podem substituir atletas lesionados até 24 horas antes da estreia. Foi nesse prazo que a comissão se moveu, evitando jogar o Mundial com apenas um volante de marcação.
Internamente, a mudança foi vista como oportunidade de elevar o nível físico do setor, já que Éderson acumulou 52 jogos pela Atalanta na última temporada e é apontado como um “motorzinho” em Bérgamo.
Ex-Timão em alta e dinheiro novo no Parque São Jorge
Contratado em 2020 após saída conturbada do Cruzeiro, Éderson pouco apareceu no Corinthians. Foram apenas 25 partidas oficiais antes de ser emprestado ao Fortaleza, onde começou a se destacar.
O salto definitivo veio na Itália. Primeiro na Salernitana, vendida pelo Corinthians por R$ 39 milhões, e depois na Atalanta, clube com o qual atingiu patamar de elite e atraiu o Manchester United, disposto a pagar 40 milhões de euros.
Com a negociação encaminhada, o Timão receberá cerca de R$ 2,3 milhões pelo mecanismo de solidariedade da FIFA — porcentagem de formação aplicada a todas as vendas internacionais de um jogador que atuou na base ou no início da carreira.
O valor pode parecer tímido, mas chega em momento de cofres pressionados e ainda conecta a torcida alvinegra à campanha da Seleção, agora com dois ex-corinthianos na delegação: Marquinhos e Éderson.
Além do aporte financeiro, a convocação eleva a reputação do departamento de base do clube, que há anos convive com cobranças por “perder talentos antes de maturar”. Essa narrativa ganha novo fôlego com Éderson no palco principal.
Análise: a aposta de Ancelotti no meio-campo
Ao abrir mão de substituir Wesley por outro lateral de origem, Ancelotti expõe sua confiança em versatilidade tática. Danilo, Paquetá e Bruno Guimarães oferecem qualidade na construção, mas carecem de um volante que cubra espaços. Éderson encaixa nessa lacuna, especialmente pela leitura de jogo aprimorada no Calcio.
O movimento também revela preferência do treinador por plantel curto e multifuncional, tendência moderna em torneios curtos. Se a escolha dará certo dependerá da adaptação rápida do estreante e da condição física dos titulares, mas o recado é claro: intensidade será a principal moeda de troca no meio-campo brasileiro.
O que você acha? A Seleção acertou ao trocar Wesley por Éderson ou deveria ter chamado outro lateral? Para acompanhar mais bastidores da Amarelinha, acesse nossa cobertura completa.

