Viery — Um dos zagueiros mais promissores do futebol brasileiro voltou a agitar o mercado ao entrar no radar do Monaco, que acaba de contratar Filipe Luís para o comando técnico.
- Em resumo: Monaco se junta a Newcastle e Fiorentina na corrida por Viery.
- Diretoria gremista fixa preço de 20 milhões de euros e promete jogo duro.
Monaco surge como nova vitrine europeia
A chegada de Filipe Luís ao Principado abriu as portas para um mapeamento mais profundo de talentos da Série A do Brasileirão. O primeiro alvo é Viery, de 21 anos, já seguido de perto por clubes ingleses e italianos. Segundo o jornalista Fábio Vargas, o treinador enxergou no defensor a combinação de velocidade e versatilidade que precisa para a sua primeira temporada completa na Ligue 1, competição organizada pela UEFA.
A movimentação do Monaco mexe diretamente com o planejamento do Grêmio para o período pós-Copa do Mundo. Nos bastidores, a avaliação é de que trabalhar sob a tutela de Filipe Luís — que conhece de perto as exigências do futebol brasileiro — pode acelerar a adaptação de Viery ao cenário europeu.
Grêmio endurece negociação e estipula valor recorde
Enquanto os interessados mapeiam cenários, a diretoria gremista colocou 20 milhões de euros como ponto de partida para qualquer conversa. Trata-se de uma pedida superior à oferta de 12 milhões feita recentemente pela Fiorentina, recusada sem titubear por Porto Alegre.
A valorização não é gratuita. Titular desde o início da temporada, Viery também já foi utilizado como lateral-esquerdo, recurso que o técnico Luís Castro explora quando precisa de saída de três. Essa multifuncionalidade pesa na avaliação financeira e ajuda a explicar o salto de preço.
Análise: impacto de Filipe Luís na disputa
A escolha do Monaco por um treinador com passaporte brasileiro não é casual: clubes de mercados intermediários da Europa vêm apostando em comandantes que conheçam a fundo celeiros sul-americanos. Com Filipe Luís, o clube do Principado ganha uma ponte direta para talentos que, em circunstâncias normais, poderiam partir somente para ligas de maior poder aquisitivo.
Do lado gremista, a experiência do ex-lateral no futebol europeu adiciona pressão para fechar uma venda em termos mais vantajosos. Sabendo que o novo técnico endossa a contratação, dirigentes gaúchos acreditam ter margem para negociar bônus por metas e percentual de revenda.
Embora a Ligue 1 não tenha o mesmo alcance comercial da Premier League, o Monaco mantém histórico positivo de desenvolver jovens defensores. Para Viery, o ambiente oferece menos holofotes que a Inglaterra, mas um caminho potencialmente mais rápido para o time titular.
O Newcastle, por sua vez, observa o desfecho com cautela. Caso o Monaco avance para apresentar proposta formal, os ingleses consideram subir a oferta, algo que pode transformar a situação em leilão explícito, elevando a cifra total muito além do patamar atual.
Internamente, o Grêmio mantém a palavra de que não facilitará a saída antes do término da temporada. Contudo, a combinação de alta do euro e necessidade de caixa empurra a diretoria a estudar cenários. Uma venda perto da pedida oficial resolveria, de uma só vez, reforço de elenco e equilíbrio financeiro.
O que você acha? Vale a pena para Viery trocar o Grêmio pelo Monaco neste momento da carreira? Para acompanhar mais movimentações do mercado europeu, acesse nossa cobertura completa.

