Athletico-PR — De olho em um ataque mais produtivo para o segundo semestre, o Furacão sondou Alex Bruno, goleador nacional da temporada, mas ainda não abriu negociação formal.
- Em resumo: clube paranaense fez apenas consulta inicial pelo artilheiro do ASA.
- Diretoria considera buscar nomes com rodagem na elite antes de assumir riscos.
Artilheiro da temporada desperta curiosidade e cautela
Alex Bruno, 27 anos, domina a artilharia do futebol brasileiro com 21 gols em 26 partidas, desempenho que o colocou na vitrine mesmo atuando na Série D. A estatística chamou atenção de vários olheiros, entre eles os rubro-negros.
No primeiro contato reportado pela jornalista Monique Vilela, o Athletico limitou-se a colher informações de mercado. Não houve proposta nem reuniões agendadas com o ASA, que detém os direitos do atacante.
A diretoria procura um reserva imediato para Viveros, mas avalia que a peça ideal deve também atuar ao lado do colombiano quando Odair encontrar formações mais agressivas.
O histórico de Alex Bruno, porém, provoca divisão interna. Metade do departamento de futebol gosta da explosão física do jogador; a outra metade teme que os números, construídos majoritariamente no Campeonato Alagoano e na quarta divisão, não se traduzam na Série A.
Mesmo assim, o fato de o atleta ter contrato acessível e idade ainda competitiva cria margem para um investimento estratégico, desde que o balanço risco-benefício se mostre favorável.
Nos bastidores, dirigentes lembram que a Série D pertence à pirâmide chancelada pela Confederação Brasileira de Futebol; detalhes da competição podem ser consultados no site oficial da CBF.
Outro ponto em debate é a crescente concorrência. Empresários próximos ao ASA informam que clubes da Série B já sondaram condições, o que pode encarecer eventual leilão se o Athletico demorar.
Estratégia de mercado do Furacão prioriza experiência
O interesse em Alex Bruno surge no mesmo momento em que Eduardo Sasha e Rony, alvos preferenciais, receberam veto dos respectivos clubes, esfriando negociações de maior apelo técnico.
Nesse cenário, a cúpula decidiu reforçar setores carentes: na defesa, fechou com o zagueiro Bruno Baldini, 19 anos, ex-Avaí, por 4,5 milhões de reais em 80% dos direitos econômicos.
A política de preferir atletas brasileiros ganhou força pelo limite de estrangeiros já estourado no elenco. Odair entende que equilíbrio no vestiário facilita rotação tática durante o Brasileirão e as copas.
A comissão técnica, no entanto, reconhece que a densidade ofensiva ainda não alcançou a meta. O time demonstra dependência de Viveros e carece de um plano B confiável quando o titular precisa ser preservado.
Dirigentes calculam que, para nomes consolidados, o desembolso salarial supera o valor de passe de Alex Bruno. Esse é o dilema: investir mais alto em estrela garantida ou apostar baixo em potencial de explosão.
Enquanto isso, o ASA utiliza o bom momento do centroavante para turbinar bilheteria e exposição nacional. Qualquer venda representaria receita histórica para a agremiação alagoana.
Análise: risco versus recompensa na Série D
O dossiê estatístico de Alex Bruno impressiona pelo volume de gols, mas carece de recorte qualitativo contra adversários de primeira linha. A dúvida gira em torno do salto competitivo: poucos atletas migram direto da quarta divisão para protagonismo no Brasileirão sem período de adaptação.
Por outro lado, a escassez de centroavantes no mercado interno pressiona os clubes a ousar. Se o Furacão não buscar talento emergente, corre o risco de disputar — e pagar caro por — o mesmo jogador quando ele estourar em outra equipe de maior visibilidade.
O que você acha? Vale a aposta em Alex Bruno ou o Athletico deve insistir em nomes já testados na elite? Para acompanhar mais análises e bastidores do clube, acesse nossa cobertura completa.

