Botafogo — A vitória de virada por 3 a 1 sobre o Caracas garantiu ao Alvinegro a melhor campanha geral da Copa Sul-Americana, mas não poupou o elenco das críticas severas feitas pelo técnico Franclim Carvalho logo após o apito final.
- Em resumo: Botafogo assegura mando de campo até a decisão, porém ouve cobranças pela oscilação.
- Treinador teme que falhas do primeiro tempo se repitam nos confrontos mata-mata.
Virada não apaga falhas iniciais
Franclim reconheceu a importância dos três pontos e da liderança, que garante o direito de decidir em casa nas próximas fases, conforme determina o regulamento oficial da Sul-Americana. Ainda assim, deixou claro que o desempenho antes do intervalo ficou aquém do padrão exigido.
Segundo o técnico, o time ofereceu espaços excessivos e permitiu que o rival abrisse o placar em bola parada, fator que pode custar caro quando o nível de exigência subir.
“Era importante ganhar hoje para ter a vantagem de jogar o segundo jogo em casa. Fizemos um primeiro tempo abaixo da nossa capacidade. Precisamos criar mais chances. Tomamos um gol de bola parada e isso faz parte do jogo, mas aconteceu. O segundo tempo foi completamente diferente, com ritmo mais alto e mais oportunidades criadas”
A fala escancara o contraste entre as duas etapas: enquanto o início foi marcado por lentidão e erros na saída de bola, a volta do intervalo mostrou um Botafogo mais vertical, sustentado por marcação adiantada e volume ofensivo.
Melhor campanha, mas alerta ligado para o mata-mata
Com 16 pontos em seis rodadas — cinco vitórias e um empate — o Botafogo superou Racing, Caracas e Independiente Petrolero e terminou como líder geral da fase de grupos. O clube, portanto, enfrentará adversários teoricamente mais frágeis nas oitavas e poderá decidir todas as eliminatórias como mandante.
“Não estou satisfeito com o primeiro tempo. Estou um pouco mais satisfeito com o segundo, mas ainda temos margem para melhorar. Não podemos dar chances para o adversário criar dificuldades. Eles poderiam ter feito o 2 a 2 no fim e complicado tudo”
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A advertência reflete a preocupação do comandante: apesar da campanha impecável, o time carioca cedeu oportunidades claras no fim do jogo e quase sofreu o empate, indício de que a concentração precisa ser mantida até o último minuto.
Análise: oscilação preocupa nas eliminatórias
O discurso de Franclim aponta para um dilema recorrente em equipes que lideram fases de grupos com folga: a sensação de dever cumprido pode gerar relaxamento justamente no momento em que cada erro passa a ser decisivo. A dinâmica de disputa em duas partidas, com saldo agregado, pune qualquer deslize defensivo.
Além disso, a vantagem de jogar o segundo confronto no Nilton Santos acrescenta pressão extra: o torcedor espera vitórias convincentes em casa, e qualquer resultado adverso tende a ampliar a cobrança interna que o próprio treinador já iniciou.
O que você acha? A bronca de Franclim foi na medida ou exagerada após a virada? Para acompanhar mais sobre o torneio, acesse nossa cobertura completa.

