Gabigol — De volta à Vila Belmiro por empréstimo, o atacante celebra a sequência de jogos que não teve nos seus dois últimos clubes e já ensaia números dignos dos tempos de auge.
- Em resumo: regularidade no Santos faz o camisa 9 reencontrar o gol e a autoconfiança.
- Atacante critica a falta de minutos em Flamengo e Cruzeiro, citando impacto direto no rendimento.
Sequência na Vila Belmiro turbinou estatísticas
Em pouco mais de quatro meses, o retorno ao Santos já rendeu 13 gols e sete assistências em 26 partidas, desempenho que supera toda a reta final no Flamengo e o curto ciclo no Cruzeiro. O próprio jogador atribui a virada ao simples fato de permanecer em campo — algo que, segundo ele, virou raridade na passagem recente pelo futebol carioca e mineiro. O volume de minutos também faz diferença na leitura de jogo e no entrosamento com companheiros como Kaiky e Ângelo.
Aos olhos da comissão técnica, a minutagem contínua permitiu recuperar explosão física e confiança nos movimentos de finalização. O gol decisivo sobre o Deportivo Cuenca, pela Copa Sul-Americana, ilustra a curva ascendente: drible curto e chute preciso, marca registrada de sua fase artilheira.
“Eu tenho muita confiança no meu trabalho. Sempre tive. Em todos os clubes em que tive sequência e o time pôde me ajudar e dar confiança, entreguei resultados. No Cruzeiro não tive isso, e nos últimos tempos de Flamengo, também não. Aqui (no Santos) estou tendo minutagem e sequência”.
A fala expõe a equação que o atacante considera fundamental: minutos em campo + confiança do treinador = performance. No momento, a conta fecha a favor do Santos.
Concorrência pesada travou espaço em Minas e no Rio
Contratado como solução ofensiva do Cruzeiro em 2025, Gabigol esbarrou na ascensão meteórica de Kaio Jorge, artilheiro nacional do clube celeste. Quando Tite assumiu o comando, o cenário ficou ainda mais complexo: o técnico resgatou lembranças da relação desgastada que ambos tiveram no Flamengo e manteve o ex-titular no banco.
No Rubro-Negro, a perda de espaço começou com oscilações físicas, passou por mudanças táticas e resultou em críticas sobre comprometimento defensivo. Sem a regularidade em campo, a confiança ruiu e o camisa 9 deixou de ser intocável, algo impensável em 2019, quando decidiu Libertadores e Brasileiro.
Análise: legado rubro-negro ainda pauta a carreira
Mesmo em processo de reconstrução no Santos, Gabigol continua preso ao espelho da era flamenguista. Os títulos, os gols em finais e a idolatria deixam um padrão de comparação quase inatingível. Sempre que o rendimento cai, o passado recente no Maracanã é acionado para medir a crise.
A passagem pela Vila Belmiro, portanto, serve não apenas como retorno às origens, mas como laboratório para provar que a fase áurea pode ser replicada em novo contexto. Se confirmar a boa forma até o fim da temporada, o atacante reabre portas no mercado e reduz a dependência emocional de seu maior capítulo no futebol.
O que você acha? A sequência no Santos é suficiente para recolocar Gabigol entre os principais artilheiros do país? Para acompanhar mais sobre a competição continental, acesse nossa cobertura completa.

