São Paulo — Pressionado pelo maior período sem gols desde que retornou ao clube, Jonathan Calleri chegou a dez partidas de seca, mas permanece prestigiado por Dorival Júnior após a vitória sobre o Boston River pela Copa Sul-Americana.
- Em resumo: Calleri não balança as redes desde o início de abril, mas segue intocável no sistema ofensivo de Dorival.
- Torcida e parte da imprensa cobram reação imediata antes do próximo duelo do Brasileirão.
Seca de gols acende debate no Morumbis
O argentino viu o relógio girar desde que marcou pela última vez no 4 a 1 contra o Cruzeiro, em 4 de abril. De lá para cá, acumulou dez partidas sem comemorar — sequência que alimenta discussões nas arquibancadas e programas esportivos, mesmo após a classificação tranquila do Tricolor na Copa Sul-Americana.
Internamente, Calleri ainda ostenta status de referência técnica. Dorival fez questão de reforçar publicamente que o camisa 9 entrega intensidade tática e que o gol “é questão de tempo”, freando rumores sobre eventual ida ao banco.
“Acho que não tem que ter esse tipo de preocupação. Se continuar produzindo, lutando, o gol vai sair com naturalidade. O importante é que continue contribuindo. Se continuar lutando como está, trabalhando como está, pode aguardar que os gols estarão próximos”.
O discurso do treinador funciona como escudo: ao elogiar o esforço e a entrega diária do centroavante, Dorival tenta reduzir a temperatura em torno de um jogador que costuma responder bem quando sente confiança irrestrita.
Artilharia sustenta protagonismo na temporada
Apesar do jejum, Calleri ainda divide a artilharia são-paulina em 2026 com Luciano, ambos com 11 tentos. O argentino chegou a anotar sete gols em nove jogos antes da fase atual, indício de que seu faro pode reaparecer sem aviso.
A virada precisa ocorrer depressa: no próximo domingo, o São Paulo visita o Remo no Mangueirão, partida que ganhou status de “teste decisivo” para quebrar a incômoda marca e manter o clube no pelotão da frente do Campeonato Brasileiro.
Análise: o peso do jejum no planejamento tricolor
O momento delicado revela um dilema comum a elencos que dependem de um finalizador nato. Enquanto a diretoria debate reforços para o setor ofensivo, Dorival bancar Calleri sinaliza que, por ora, o planejamento permanece intacto. Se a seca persistir, entretanto, a pressão por alternativas de mercado deve crescer, impactando inclusive futuras prioridades de investimento.
Além disso, a defesa pública do treinador serve de mensagem ao vestiário: performance e sacrifício coletivo contam tanto quanto números imediatos, princípio caro ao comandante desde passagens anteriores.
O que você acha? O apoio de Dorival será suficiente para que Calleri volte a marcar já contra o Remo? Para acompanhar mais notícias do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

