Fluminense — A saída de Paulo Henrique Ganso do clube carioca ganhou contornos decisivos depois que o meia, de 36 anos, foi oficialmente afastado do grupo principal enquanto define um novo destino.
- Em resumo: Ganso foi oferecido ao Athletico-PR, mas a pedida salarial superior a R$ 1 milhão inviabiliza o negócio.
- Como já atuou 12 vezes no Brasileirão, o jogador corre contra o tempo para não ultrapassar o limite que o impediria de defender outro time da Série A.
Athletico esbarra no próprio teto salarial
Logo após o afastamento anunciado pelo Fluminense na última terça-feira, o estafe do meia iniciou conversas com o Athletico-PR. De acordo com apuração do portal UmDoisEsportes, a diretoria rubro-negra recusou avançar em razão dos custos pedidos pelo atleta, que ultrapassam o limite financeiro estipulado em sua nova política de contratações.
O modelo adotado pelo clube paranaense exige o aval do técnico Odair Hellmann, além de concordância do presidente Mario Celso Petraglia e do CEO Marcio Lara. Mas, diante do salário pretendido — cifra acima de R$ 1 milhão mensais —, o nome de Ganso sequer foi encaminhado para a análise do treinador. O regulamento da Série A ainda impõe pressa: se o meia entrar em campo novamente pelo Flu, ultrapassará o limite de partidas e não poderá defender outro clube da elite.
Concorrência interna e minutagem limitada
No elenco do Athletico, a posição já conta com o argentino Bruno Zapelli, tratado como ativo estratégico pela diretoria. Por isso, mesmo que o entrave financeiro fosse superado, Ganso chegaria para disputar minutos escassos. Pelo Fluminense na temporada, o meia disputou 22 partidas — foi titular em apenas seis —, marcou dois gols e não contribuiu com assistências.
A dificuldade em encontrar espaço foi um dos argumentos apresentados pelo jogador ao relatar propostas de outras equipes antes do duelo contra o Deportivo La Guaira, pela Libertadores. Diante do comunicado público, o departamento de futebol tricolor decidiu afastá-lo até que a transferência seja sacramentada ou descartada.
Análise: impacto da folha salarial na negociação
A exigência financeira de Ganso não foge ao padrão de atletas experientes e com currículo internacional, mas o Athletico-PR vem revendo a estratégia de mercado para privilegiar jovens com potencial de revenda. A tentativa de conciliar a chegada de um nome de peso sem comprometer o fluxo de caixa explica a postura cautelosa da diretoria paranaense, que só avança em contratações após critérios técnicos, médicos e econômicos serem atendidos.
Para o jogador, a equação também é delicada. Caso permaneça inativo por muitas semanas, corre o risco de perder ritmo em pleno ano de Copa do Mundo, quando o mercado costuma aquecer. Já o Fluminense precisará resolver a situação rapidamente para liberar espaço na folha e evitar desgastes internos.
O que você acha? O Athletico deve flexibilizar seu teto salarial para contratar Ganso ou a aposta em jovens como Zapelli é o caminho certo? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

