PALMEIRAS — Em meio à habitual pressão do futebol brasileiro, a presidente Leila Pereira reafirmou que Abel Ferreira seguirá no comando alviverde até o encerramento de seu mandato, previsto para o próximo ano.
- Em resumo: Leila considera “impensável” dispensar o técnico mesmo após 2025 sem troféus.
- Vitória por 3 × 0 sobre o Flamengo e sorteio da Copa do Brasil reforçam confiança no projeto.
Blindagem presidencial em meio à pressão
Leila esteve na sede da CBF, no Rio de Janeiro, para acompanhar o sorteio das oitavas da Copa do Brasil que colocou o Palmeiras diante do Fortaleza. Ao comentar o momento do clube, a dirigente reiterou que a continuidade de Abel não será questionada, lembrando que o português tem contrato até dezembro de 2027, assim como ela própria. Segundo a mandatária, a avaliação do trabalho vai além de resultados imediatos, argumento que contrasta com a cultura de rápida troca de treinadores no país. Detalhes do chaveamento podem ser conferidos no site oficial da CBF.
O discurso estabelece um recado direto à torcida: a diretoria não pretende ceder ao clamor por mudanças depois de um 2025 marcado por vices na Libertadores e no Brasileirão. Na visão de Leila, a estabilidade é condição essencial para retomar a rota de títulos.
“Não é porque eu não conquistei um título que eu vou demitir o meu treinador. Esquece! O torcedor que pensa dessa forma, esquece! Esquece! Eu não vou fazer isso, tá? O Abel é o maior técnico da história do Palmeiras”.
A fala, realizada ao canal geTV, eleva o tom ao tratar de parte da torcida que cobra mudanças. A dirigente usa a palavra “esquece” como reforço retórico para afastar qualquer especulação sobre demissão.
Vitória sobre o Flamengo reforça confiança
O respaldo também se apoia em resultados recentes. No último sábado, o Verdão goleou o Flamengo por 3 × 0 no Maracanã e se isolou na liderança do Brasileirão, chegando a 38 pontos. O bom desempenho reabilitou o moral da equipe após uma temporada frustrante em 2025 e serviu como prova de que Abel mantém o elenco competitivo.
“É o técnico mais vitorioso da história do Palmeiras. Eu não vivo de passado, eu vivo de presente. Mas eu vejo o trabalho desenvolvido por ele e o potencial que nós temos de conquistar vários títulos. Então, até dezembro de 2027, é quando eu saio, o próximo presidente, eu não sei. Eu garanto que, pela vontade da presidente, o Abel fica conosco”.
![]()
Neste segundo trecho, Leila conecta a permanência de Abel ao planejamento estratégico do clube. Ela reconhece a incerteza de futuros gestores, mas carimba sua responsabilidade política: enquanto estiver no poder, o treinador está seguro.
Análise: convicção versus imediatismo
O posicionamento de Leila contrasta com o padrão de curto prazo que domina muitos clubes brasileiros, onde trocas precoces de comando são tratadas como solução rápida. Ao assegurar a continuidade de Abel, a presidente aposta no capital simbólico de quem já conduziu o Palmeiras a conquistas continentais e nacionais recentes, reforçando a ideia de projeto de longo prazo.
Esse movimento pode influenciar outros dirigentes a repensar a rotatividade exagerada, sobretudo num contexto em que o Palmeiras lidera o Brasileirão e apresenta performance sólida. Ainda assim, a convicção será testada caso resultados negativos voltem a surgir, cenário que pode reacender a pressão popular.
O que você acha? A postura de Leila fortalece o projeto ou aumenta o risco caso novos insucessos apareçam? Para seguir acompanhando análises do Campeonato Brasileiro, acesse nossa cobertura completa.

