Rony nega transferência e garante foco total no Santos

Santos — Recém-chegado à Vila Belmiro, o atacante Rony descartou publicamente a chance de trocar o clube paulista pelo Athletico e afirmou que seu compromisso permanece inalterado.

  • Em resumo: Rony chamou de “falsa” a especulação de que deixaria o Santos.
  • Atleta já ultrapassou o limite de 13 jogos no Brasileirão, o que inviabiliza uma mudança imediata.

Rumor de retorno ao Athletico surpreende o jogador

A possível investida do Athletico se espalhou rapidamente entre torcedores e analistas, mas o próprio atacante foi direto ao negar qualquer tratativa. Pelas regras divulgadas no site oficial da CBF, um atleta que atue em mais de 13 partidas do Brasileirão não pode defender outro clube da Série A na mesma edição, o que reforça o caráter especulativo do caso.

Ainda assim, a sondagem ganhou espaço porque Rony construiu forte identificação em sua passagem anterior por Curitiba. Segundo bastidores do mercado, dirigentes do Furacão monitoraram a situação, mas esbarraram na limitação imposta pelo regulamento e na postura do próprio jogador.

“Fiquei surpreso também. Até falei com meu pai ontem e não corresponde, porque a gente não… Acabei de chegar, não posso sair agora. Ainda tem muita coisa para fazer aqui dentro do Santos”.

A declaração mostrou que o tema sequer passou pelo crivo familiar do atleta, sinalizando que a troca não está em pauta. Ao pontuar que “acabou de chegar”, Rony tenta afastar qualquer rótulo de instabilidade logo no início de sua trajetória pelo Peixe.

Contrato longo e investimento alto travam negociação

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Além das barreiras esportivas, o Santos investiu cerca de 3 milhões de euros (aproximadamente R$ 18,7 milhões à época) para contratar Rony junto ao Atlético-MG. O vínculo, válido até o fim de 2029, dá ao clube segurança para planejar seu elenco a médio prazo e eleva o custo de uma eventual liberação antecipada.

“E eu não estou com nenhuma expectativa de poder sair, porque tenho muitas coisas, tenho um objetivo aqui dentro e espero fazer isso dentro de campo. Então a especulação, para mim, é falsa. Tenho um carinho imenso pelo Athletico, todo mundo sabe, mas acredito que não tem nada a ver”.

O trecho reforça o dilema: embora reconheça afeição pelo ex-clube, o atacante prioriza cumprir metas definidas no projeto santista — argumento que alinha discurso interno e externo numa fase de reconstrução do Peixe.

Análise: mercado travado por regulamento e estratégia

O caso expõe como a combinação de contratos de longa duração, investimentos consideráveis e normas da competição limita manobras de mercado no meio da temporada. Para o Athletico, restaria antecipar discussões para a próxima janela. Para o Santos, a fala de Rony funciona como recado: o atleta quer tempo e estabilidade para justificar o valor gasto.

Ao blindar publicamente um nome caro, a diretoria santista também sinaliza ao mercado que não pretende amortizar o investimento de forma precipitada. Nesse contexto, a entrevista exerce dupla função: conter rumores e reforçar a narrativa de planejamento a longo prazo.

O que você acha? A postura de Rony vai mesmo encerrar o assédio ou novos capítulos virão na próxima janela? Para acompanhar a movimentação do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.


Carlos Silva começou escrevendo sobre futebol em fóruns e páginas online, acompanhando principalmente jogos do dia e notícias rápidas. Com o tempo, ganhou experiência cobrindo partidas e organizando informações de forma clara para quem quer saber rapidamente o que está acontecendo. Hoje, na Tribuna Futebol, produz conteúdos sobre horários de jogos, transmissões e atualizações do futebol, sempre com uma linguagem simples e direta.