Bahia — Em meio a uma temporada promissora, o time feminino do Tricolor se prepara para encarar o Planalto-GO na 3ª fase da Copa do Brasil Feminina, confronto que vale permanência na disputa e reforça a ambição de chegar mais longe do que em campanhas anteriores.
- Em resumo: Felipe Freitas quer correções táticas antes do jogo eliminatório em Goiânia.
- Bahia chega como terceira melhor artilharia do Brasileirão feminino, mas vê “encaixe de área” como ponto crítico.
Viagem a Goiânia testa eficiência ofensiva do Bahia
O elenco das Mulheres de Aço embarca para a capital goiana ciente de que um único resultado define o futuro na competição. O técnico Felipe Freitas admite que o grupo vive bom momento, mas alerta para ajustes finos que podem ser decisivos no duelo, já que o Planalto-GO, representante da Série A3, aposta todas as fichas no fator casa para surpreender.
Nessa linha, Freitas reforçou a necessidade de organização coletiva e foco na execução dos detalhes que escaparam em partidas recentes. A ideia é traduzir o volume ofensivo em gols, mantendo a consistência que fez do Bahia um dos ataques mais produtivos do país, segundo dados oficiais da Confederação Brasileira de Futebol.
“A gente tem um objetivo muito claro na Copa do Brasil, e a gente precisa se organizar para isso. Então, há muito que se trabalhar. Nós vamos viajar e ajustar alguns procedimentos”.
A fala evidencia uma abordagem pragmática: mesmo com favoritismo, o treinador não quer margem para relaxamento. A classificação é vista como etapa obrigatória para sustentar o projeto que, internamente, mira fases agudas do torneio.
Freitas aposta em ataque goleador para superar o Planalto
O comandante tricolor reconhece que a produção ofensiva vem chamando atenção no Brasileirão, mas sustenta que a precisão dentro da área ainda está aquém do potencial. O duelo de quarta-feira, às 19h30, torna-se, portanto, laboratório e termômetro de maturidade para o elenco que sonha alto.
“A gente ainda tem tido uma dificuldade de encaixe de área, então, tentar potencializar isso. E converter as oportunidades que nós temos criado. Mas, se não me falham as contas, nós somos hoje a terceira equipe com mais gols no Brasileirão. Eu tenho certeza de que a gente vai buscar mais um triunfo na próxima partida”.
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Além de sublinhar a força ofensiva, a declaração expõe confiança no retrospecto recente e serve de chamado à responsabilidade: manter a média de gols virou condição essencial para evitar sustos diante de um adversário que tende a jogar recuado, apostando na transição rápida.
Análise: Caminho do Bahia rumo ao título
Chegar à semifinal em 2025 ampliou a exigência sobre o projeto feminino do Bahia. A direção considera que o clube ganhou lastro competitivo e que a Copa do Brasil é vitrine estratégica para consolidar a categoria. A chave, contudo, está em transformar estatísticas expressivas em conquistas. O embate contra o Planalto-GO representa o primeiro grande teste de 2026 — e um tropeço teria peso psicológico considerável.
Além de reforçar o compromisso com resultados, a postura de Felipe Freitas mostra sintonia com o discurso institucional de evoluir passo a passo, sem abrir mão de protagonismo. A meta é simples: avançar, ganhar moral e manter viva a ambição de erguer um troféu inédito, algo que colocaria o clube em novo patamar no cenário nacional.
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