São Paulo — A diretoria tricolor avalia abrir o cofre para contratar Adryelson, ex-Botafogo e hoje no Al-Wasl, enquanto tenta driblar a delicada situação financeira que marca o planejamento defensivo do clube.
- Em resumo: Al-Wasl pede US$7 mi e o valor é visto como alto pelo São Paulo.
- Sairam Dória e Arboleda não está nos planos, tornando a zaga prioridade imediata.
Alto custo trava primeira investida
O jornalista Valentin Furlan, do portal UOL, revelou que o São Paulo iniciou consultas formais ao Al-Wasl pelo zagueiro de 26 anos. A equipe dos Emirados Árabes aceita negociar apenas em definitivo, fixando o preço em 7 milhões de dólares (cerca de R$35,1 mi).
Dirigentes consideram a pedida acima da realidade recente do clube, que ainda paga antigas dívidas de contratações passadas. Mesmo assim, a necessidade de repor Dória e a indefinição de Arboleda fazem o negócio permanecer na mesa. Segundo o site oficial da CBF, a janela brasileira reabre no próximo mês, o que pressiona o departamento de futebol a decidir logo.
Internamente, o consenso é que ao menos um zagueiro chegue para 2025. Adryelson se encaixa no perfil: rodagem no Brasil, experiência internacional e idade que permite revenda futura.
Adryelson cresce no futebol árabe
Contratado em junho de 2025 por 2,2 milhões de euros junto ao Lyon, o defensor atuou 62 vezes pelo Al-Wasl, balançou a rede nove vezes, deu uma assistência e somou 5.333 minutos em campo. O desempenho consolidou o brasileiro como líder técnico da equipe e elevou sua cotação no mercado.
O staff do atleta vê com bons olhos um retorno ao Brasil, mas não descarta manter-se no Oriente Médio caso o São Paulo não chegue aos números pedidos. Para o Tricolor, a negociação envolve convencer o clube árabe a aceitar pagamento parcelado ou reduzir o montante total.
Análise: dilema financeiro versus necessidade esportiva
A busca por Adryelson expõe dois vetores que costumam colidir no Morumbi: a urgência por zagueiros de alto nível e as restrições orçamentárias. Ao mesmo tempo em que o elenco carece de peças confiáveis na linha defensiva, o balanço anual demonstra queda de receitas e aumento de custos operacionais.
Nesse cenário, investir US$7 mi em um único jogador exige criatividade: bônus por metas, parcelamentos longos ou uso de parceiros comerciais. Caso o acordo não avance, a comissão técnica sinaliza que buscará alternativas de menor custo, ainda que sem o mesmo grau de prontidão apresentado pelo ex-Botafogo.
O que você acha? Vale arriscar alto por Adryelson ou o São Paulo deveria buscar opções mais baratas? Para acompanhar todas as movimentações do Tricolor, acesse nossa editoria de Brasileirão.

