Palmeiras — A vitória por 3 a 0 sobre o Flamengo no Maracanã, em 23/05/2026, rendeu mais do que três pontos ao líder do Brasileirão: colocou o técnico Abel Ferreira no centro de um debate sobre limites da rivalidade após a provocação de Paulinho na comemoração do seu gol.
- Em resumo: Abel elogiou o retorno de Paulinho, mas desaprovou o gesto de “silêncio” direcionado à torcida rubro-negra.
- Com o triunfo, o Verdão abriu sete pontos de vantagem na liderança e já mira a decisão da fase de grupos da Libertadores.
Vitória maiúscula e liderança consolidada
O resultado no Rio de Janeiro reforçou a campanha palmeirense no Brasileirão. A equipe soma 38 pontos e ampliou a diferença justamente sobre o Flamengo, segundo colocado. A engrenagem ofensiva funcionou com Paulinho voltando a balançar as redes após longo período de inatividade, elemento que Abel fez questão de exaltar.
O impacto do placar também repercute nos bastidores da CBF, já que a tabela indica um primeiro turno de alto nível técnico, conforme mostram os dados oficiais divulgados pela confederação responsável pelo Campeonato Brasileiro.
“O Paulinho é um pouco essa resiliência, do que pode acontecer com um jogador, do que pode acontecer com uma equipe em uma época com obstáculos a superar. Acho que ele, aos poucos, vai continuar a aparecer. Ainda está em um protocolo que nos permite só determinado tempo, mas a vontade dele contagia nossos jogadores”.
A fala de Abel dimensiona o peso do atacante no elenco e a expectativa de minutagem controlada enquanto o departamento médico finaliza o seu processo de recondicionamento.
Provocação, confusão e o recado de Abel
Assim que marcou o segundo gol palmeirense, Paulinho levou o dedo aos lábios em direção à arquibancada flamenguista e inflamou jogadores adversários. A celebração resultou em empurra-empurra no gramado e discussão acalorada, fato que motivou a postura crítica de Abel no pós-jogo.
“Sou contra qualquer ato provocatório que incentive violência, seja dos nossos torcedores ou adversários, isso posso dizer, mas do caso em questão eu não vi. Sei que essa rivalidade é muito grande, mas sou contra esse tipo de provocação”.
O técnico português procurou, assim, blindar o elenco de uma possível escalada de hostilidade que costuma ultrapassar o ambiente esportivo, sobretudo em clássicos nacionais com repercussão de massa.
Análise: rivalidade em linha tênue
A declaração de Abel explicita a tentativa de equilibrar competitividade e responsabilidade social. Ao repreender a atitude de Paulinho sem expô-lo publicamente, o treinador reforça o discurso de disciplina interna e evita oferecer argumentos para eventuais punições disciplinares. Em paralelo, sinaliza ao torcedor que o clube não compactua com gestos que possam alimentar violência, tema sensível após recentes episódios de confrontos entre torcidas rivais em grandes praças.
O que você acha? A reprimenda de Abel ajuda a esfriar o clima ou limita a celebração espontânea dos jogadores? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

