Palmeiras — A goleada por 3 a 0 sobre o Flamengo, pela 17ª rodada do Brasileirão, rendeu ao Verdão mais do que três pontos: a comemoração provocativa de Paulinho diante da torcida rubro-negra virou assunto dominante nas redes e mobilizou até a presidente Leila Pereira.
- Em resumo: Paulinho mandou a torcida do Flamengo “ficar em silêncio” após marcar o terceiro gol no Maracanã.
- Leila Pereira repostou o gesto com emojis, enquanto Abel Ferreira condenou a atitude do atacante.
Silêncio no Maracanã e reação imediata
O lance decisivo aconteceu nos minutos finais, quando Paulinho completou o placar e, instintivamente, levou o dedo à boca em gesto de “psiu” direcionado aos quase 60 mil flamenguistas presentes. O movimento remeteu à mesma provocação feita pelo jogador em 2023, quando defendia o Atlético-MG contra o próprio rival carioca.
A imagem viralizou em segundos. Na sequência, Leila Pereira publicou no X (antigo Twitter) a foto do atacante reforçando o silêncio, acompanhada de emojis de “mudo”. A manifestação da dirigente contrastou com a visão de Abel Ferreira, que criticou publicamente o comportamento, embora tenha elogiado o desempenho técnico do camisa 26.
Impacto direto na tabela e no clima do título
Dentro de campo, o resultado colocou o Palmeiras na liderança isolada, agora com 38 pontos, enquanto o Flamengo permaneceu com 31 e um jogo a menos. Mais do que a diferença numérica, a vitória fora de casa reforça a confiança alviverde para a sequência da temporada.
Paulinho, Flaco López e Allan foram os autores dos gols que silenciaram o Maracanã. A imponência do placar, somada à provocação, inflama uma rivalidade que vem ganhando capítulos decisivos nos últimos anos, especialmente em finais de Copa do Brasil e Libertadores.
Análise: provocação como combustível ou risco?
A reação de Leila Pereira escancara um aspecto cada vez mais presente no futebol brasileiro: o uso das redes sociais pelos dirigentes para amplificar narrativas. Ao endossar a provocação de Paulinho, a presidente fala diretamente à torcida alviverde, reforçando identidade e união após um resultado expressivo.
Por outro lado, o posicionamento de Abel Ferreira aponta para a tensão entre o marketing emocional e a gestão do vestiário. O técnico sabe que celebrações excessivas podem servir de motivação extra aos adversários em confrontos futuros. A divergência pública, mesmo sutil, expõe um ponto de fricção que o clube precisará administrar na reta decisiva do campeonato.
O que você acha? O gesto de Paulinho fortalece o espírito competitivo do Palmeiras ou acende um alerta de soberba que pode custar caro? Para acompanhar a luta ponto a ponto no Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

