Vitória — O executivo de futebol Sérgio Papellin rechaçou com ironia a hipótese de contar com Robert Arboleda, defensor do São Paulo, para a sequência da temporada.
- Em resumo: dirigente chamou de “sonhador” quem ventilou o empréstimo do zagueiro.
- Equatoriano atravessa fase conturbada e já não é titular absoluto no Morumbi.
Rumor vira motivo de chacota no Barradão
Na visão do executivo, o suposto negócio ignora a realidade de mercado e o alto nível de concorrência por um defensor que, apesar dos problemas recentes, segue valorizado dentro e fora do país. Segundo ele, há “dez clubes do eixo Sul-Sudeste” interessados, cenário que dificultaria qualquer investida rubro-negra. A fala reforça como a disputa por atletas de Série A costuma envolver cifras e interesses bem acima da capacidade de investimento dos baianos, que atualmente concentram esforços em reforços pontuais para o Brasileirão da Confederação Brasileira de Futebol.
“Isso é notícia de quem não tem o que fazer. Tem dez times do eixo sul-sudeste querendo Arboleda, o São Paulo não libera. Vai liberar pro Vitória? Sonhador quem faz uma notícia dessa”.
A declaração, reproduzida pelo ge, serviu para encerrar o assunto no departamento de futebol do Vitória e, ao mesmo tempo, expor o quão distante a diretoria do Morumbi está de abrir mão do zagueiro sem compensação adequada.
Desgaste interno afasta Arboleda do São Paulo
Enquanto o Vitória nega qualquer contato, Arboleda continua em situação delicada no São Paulo. O equatoriano perdeu espaço após se ausentar sem permissão no começo de abril, episódio que gerou notificação oficial e esfriou a relação com a cúpula tricolor. Desde então, ele vem sendo utilizado de forma esporádica, ocupando um papel secundário na zaga comandada por Roger Machado.
O contexto extracampo pesa: além do afastamento não autorizado, o defensor já vinha cedendo lugar a alternativas mais jovens e aderentes ao novo modelo de jogo implementado no CT da Barra Funda. Com o clube priorizando renovação e estabilidade interna, o futuro de Arboleda aparenta depender mais de questões disciplinares do que de mera performance técnica.
Mesmo assim, o São Paulo sabe que liberar um dos nomes mais experientes do elenco sem retorno financeiro relevante poderia gerar críticas internas e externas. Por isso, a tendência é de que qualquer saída — definitiva ou temporária — passe por avaliação criteriosa sobre valores e destino.
Análise: a equação entre disciplina e mercado
O caso de Arboleda ilustra o delicado equilíbrio entre talento esportivo e gestão de grupo. Quando um atleta relevante rompe códigos internos, a diretoria fica presa a um dilema: punir ou preservar patrimônio. A resposta costuma vir do mercado; se há interessados, o clube ganha margem para negociar e reduzir ruído. Caso contrário, resta trabalhar a reintegração ou afastamento prolongado até próxima janela.
No cenário atual, o Vitória surge apenas como espectador desse processo. A prioridade do São Paulo parece ser resolver a questão internamente ou aguardar proposta de quem possa arcar com salários e compensação compatíveis. Até lá, rumores tendem a continuar, alimentados pela incerteza do próprio jogador sobre seu espaço no Morumbi.
O que você acha? Arboleda deve ser reaproveitado no São Paulo ou a saída é o caminho inevitável? Para acompanhar todas as movimentações de mercado, acesse nossa cobertura completa.

