20 chutes sem gol: Pezzolano se irrita com derrota do Inter

Internacional — Em Salvador, o Colorado acumulou volume ofensivo, desperdiçou chances claras e acabou derrotado pelo Vitória por 2 a 0, resultado que freou a sequência positiva da equipe no Campeonato Brasileiro.

  • Em resumo: Inter terminou o jogo com 20 finalizações, mas saiu sem marcar.
  • Pezzolano classificou a falta de eficiência como “mágoa” e cobrou resposta imediata.

Volume ofensivo não compensa 20 finalizações desperdiçadas

Desde o apito inicial, o Internacional tentou impor ritmo alto e controlar as ações no Barradão. A posse de bola se transformou em constantes investidas, porém a equipe caiu no velho problema de não traduzir as chegadas em gols. Enquanto o Vitória explorava os contra-ataques, os colorados empilhavam tentativas: cabeceio para fora, chute bloqueado, bola raspando a trave. No fim, foram 20 finalizações gaúchas contra apenas oito dos baianos, mas o placar mostrou frieza estatística: 2 x 0 para os donos da casa.

O resultado custou a interrupção de uma série de 13 jogos com apenas uma derrota. Para o técnico Paulo Pezzolano, a frustração maior está na sensação de que o time fez o suficiente para, pelo menos, arrancar ponto fora de casa. “É um dia de aprendizado”, resumiu o comandante, destacando a eficiência rival, vista com admiração por muitos analistas na tabela oficial do Brasileirão.

“Não fomos efetivos, sem dúvida, mas fizemos de tudo para levar um resultado positivo. Eles foram mais efetivos. Nas poucas oportunidades que tiveram, ganharam o jogo. Produzimos jogadas que passaram perto, mas não entraram. São coisas que acontecem nos jogos. Foi uma mágoa, porque viemos aqui para buscar os três pontos”.

A fala escancara o peso do desperdício: domínio territorial sem aproveitamento ofensivo costuma punir quem joga longe de casa, especialmente diante de um adversário acostumado ao gramado e ao clima do Barradão.

Estratégia com dois centroavantes esbarra na defesa baiana

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De olho em sufocar o Vitória, Pezzolano soltou a equipe com Alerrandro e Rafael Borré lado a lado. A aposta deu poder de fogo, mas cobrou preço alto em precisão. A chance mais clara veio aos 38 da etapa final, quando Alerrandro, livre na pequena área, concluiu para fora. Antes disso, o mesmo atacante havia forçado boas defesas e desperdiçado outro cruzamento rasteiro.

“São os mesmos jogadores do jogo passado, os mesmos que tínhamos nas últimas 13 rodadas, quando perdemos uma. Não é falta de qualidade. É que são jogos diferentes. Sabemos que o Vitória aqui é muito forte. Todos os times vêm aqui e erram gols incríveis, e eles são muito efetivos, sabem jogar neste ambiente. Eles são muito fortes em seu campo”.

Ao mencionar os 13 jogos anteriores, o treinador blindou o elenco e transferiu o foco para as particularidades do confronto em Salvador: gramado pesado, torcida empolgada e um Vitória clínico nos arremates de Renê, no primeiro tempo, e Diego Tarzia, nos acréscimos finais.

Análise: pressão sobre o ataque colorado

Os fatos reforçam uma cobrança que se estende além desta rodada: o Internacional cria, mas varia demais no aproveitamento. Dados de temporadas recentes mostram que times com eficiência abaixo da média na conversão de finalizações raramente sustentam briga pelas primeiras posições. Se a produção ofensiva não se traduzir em gols, jogos como o do Barradão tendem a se repetir.

Pezzolano, por sua vez, ganha motivação extra para revisar posicionamentos e, possivelmente, reduzir a dependência de bolas alçadas. A defesa baiana foi soberana pelo alto, enquanto o Inter pouco variou em infiltrações e chutes de média distância. A solução pode passar por ajustes de movimentação e reposicionamento de Rafael Borré, que rendeu mais quando circulou fora da área.

O que você acha? A falta de pontaria do Inter é um problema circunstancial ou sinal de alerta para o restante do Brasileirão? Para acompanhar mais análises da Série A, acesse nossa cobertura completa.


Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.